Na Avenida Lisir Eva...

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Mais uma metalinguagem

   A princípio não deveria deixar minha identificação no blog, a alguns foi dito (e deixado no orkut), mas, por hora, deixemos assim aberto, mas menos específico.
   Foram cinquenta postagens e alguns rascunhos. Esta, logo em seguida da anterior, pois, não contraditório, gostei de escrevê-la, mas não seria interessante ser vista de forma preconceituosa devido à subjetividade que, geralmente, não se é exposta a esmo.


   Veja que enrolei os dois parágrafos acima para não precisar da palavra 'diário', que considero muito gay nessa aplicação.
   Aproveito a postagem para dados sobre o blogue: 65,34% das visitas são novas. Ribeirão Preto lidera o ranking, seguida por São Carlos, Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa. Em termos de regiões, segue a ordem da densidade demográfica. Quanto ao navegador, o Chrome aparece na liderança (gráfico) e um empate técnico entre Firefox (verde) e IE.

   Em uma tentativa de salvar a postagem, algumas músicas, sem muita atenção à letra ou sem muita relação com o autor e o blog.


Luzes de Velas

   Foi que, após cinco horas de discussão, às 4h da manhã a assembléia chegou a um consenso e finalmente fomos “dormir”. Mais uma meia hora de piadas lamentando a... não vou dizer infelicidade, ter de acordar às 7h40min no ‘próximo’ dia, se abster do café da manhã e fazer prova de eletrostática envolvendo integração em todos os exercícios são momentos inesquecíveis. Acho que até a festa da estatística acabara antes.
   A surpresa é não ter encontrado o sono durante as aulas da manhã. Porém, voltei a trancar-me para fora do quarto, de forma que não fosse tanto o intervalo até as aulas vespertinas. A partir desse ponto, quem sabe, o texto passe  a, mais que um diário de um estudante, uma boa história, verídica, para se contar.

planetagibi.com, via imagens google

   O desaparecimento do Pato Donald, que, apesar de já estar com o gibi a três ou quatro dias, só fui a lê-lo nessa tarde. No entanto, antecipo a referência à história com Huguinho, Zezinho e Luisinho (Pato Donald Nº 2379, Abril) devido a uma sensação de outro gibi, ou, mais precisamente, mangá: das Guerreiras Mágicas de Rayearth e a alegria de Lucy ao visitar a torre de Tóquio (1ª ed. CLAMP, JBC). Acho que vi as famosas flores de sakura (com Inuyasha e Kagome em postagem anterior[1]) a viajarem com o vento. Não eram de Sakura, mas de alguma flor são-carlense e a mesma sensação.

Músicas da Disney... Dariam tópicos e tópicos...

   Desta vez, seu vento antecedia à chuva e nós acompanhávamos do prédio de vidro, de onde também se projeta o Brasil no ranking mundial de usinagem. Depois vieram as máquinas, uma rápida caminhada na chuva, a bagagem e o caminho de casa. Lá sim, lia o Donald, ouvia algumas músicas e pescava por dez minutos em intervalos de meio ou dois.
   Realmente eu e a pesca não nos entendemos. Se durmo seis horas ela me acompanha; oito, não vem; se durmo só três, ela desiste e vai embora. Na dúvida, e por ter de me manter acordado, sobretudo, à noite, ao volante, conheci um tal de Burn, após evitá-los o dia todo. Mas não dirigi.
   Seria agradável se fosse um barco, pois a Vila, em poucos minutos, virara um pântano, como me disse a jornalista. E, após a tempestade e os arco-íres, notei a escuridão (Não bastava a história com o pato).
   Luzes de velas, de carros, de poucos cigarros e lâmpadas improvisadas. Primeiro parti só.

UBS, também vítima do apagão. Luzes de um carro estacionado.

Em primeiro plano (onde?) a Vila. Ao fundo, a Zona Sul. Desculpem pela baixa resolução.

   Ao voltar, iria escrever no blog, mas novamente teria a oportunidade de caminhar pela escuridão da Vila. Ela me chamara como um guia, usa óculos, morou no campo e foi quem se referiu a oportunidade: “É no escuro que vemos as estrelas”, alguém havia dito a ela. Reconheci Órion e o cruzeiro.
   O palestrante, também, chamado de última hora e preocupado. Aconteceu de não haver a apresentação e voltamos; eu a identificar os buracos, brinquedo (acho que era um brinquedo) e folhas nas ruas.
   Amanhã estarei de pé antes das sete, em breve descubro os efeitos do energético.
   Devo dizer: um dia feliz, mais que isso, talvez eu já esteja pronto para voltar a considerar os dias, o hoje, como o melhor, e assim a cada um deles (o que parara de fazer há um ano), o hoje mais feliz que ontem... (Isso responde a dúvida de um amigo, caso não leia, direi esse parágrafo como resposta).
   Mas nem o passear pela escuridão, nem o belo pântano, nem o Donald, nem o energético, nem as máquinas (nem mesmo as flores que antecediam as águas na chuva?) nem as cinco horas em assembléia política. Mesmo que tenham alegrado meu corpo e minha alma... O que as aprisionaram em um mundo ideal fora aquele toque, um piano, uma ópera em minhas costas.

Durante intervalo de bandas

   Aproveitando uma pausa, resolvo postar. Independentemente se mais ninguém visitasse o blog (ou blogue, em Portugal). Será que existe essa construção? A do blogue, sim; refiro-me à "independentemente se", melhor, será que é permitida? Bem, deixemos assim.
   E o que postar no marcador 'eu' (versão mais masculina de diário, ou como o próprio blogue)? Ah sim, masculinidade, palavra não tão interessante no momento, mas que me lembra de alguns novos acontecimentos... Bem, acho que não vou transformar isso numa bíblia (com todo o respeito), nem num diário, mas deixemos aqui alguma coisa que dê vontade de dizer.
   Deixe-me ver... Em três matérias, oito listas de exercícios, dez salas para nove matérias, convergência de séries... rtheta ponto, aceleração... Mas violão de madrugada, dupla com a goiana, hehe. Olhos, novos olhos e mesmo novas formas de me/se enxergar.
   Ufa, o Blogger podia contar com um corretor ortográfico, desculpem-me por algum possível acidente ali em cima.
   E a luta, melhor assim, só falta acrescentar mais umas 32h no dia.
   Mas quis encontrar um tempo para postar. Hoje garoou o dia todo por aqui, altitude de uns 300m acima do habitual, vento, entendo porque a chamam de "Cidade do Clima".
Imagem: wikipedia

   Ontem, porém, chovera bastante. De um dos quartos, a nona sinfonia de Beethoven se estendia por quase todo o corredor, exceto no banheiro 14, onde a sinistra luz piscava e levava nossa atenção a onde quer que imaginássemos, aproveitando, todavia, a chuva, o chuveiro e o imenso corredor.
   Mas o caminhar pela principal avenida não me lembrava da ficção, os jovens deixavam seus colégios, as crianças espreitavam os gibis e brinquedos das bancas, a vida corria por trás dos muros do campus. E digo ainda que mulheres lindas habitavam por lá. Não que... aliás, muitas garotas daqui, as novas inclusive, pareceram-me muito mais interessantes, não dignas do que acusei há algumas postagens. Não o Lula Molusco, nas compras, em seu primeiro dia num condomínio fechado, mas o Nicolas Cage, no supermercado em "Um Homem de Família".
   Houve, há algumas horas, o interbixos e alguns garotos lá estariam nos jogos femininos... No entanto, começaram também as muitíssimas listas de exercícios e o tempo, com seus trinta e dois créditos, ainda mais curto. A gente se liberta, um pouco, contudo, privilégios nos objetivos maiores. E lá estava na biblioteca, e estaria todos os dias do semestre se neles também eu...
imagem: vmsj.files.wordpress.com

   Haveria espaço para que se diga "a melhor época da vida". Não fosse a distância. Distância? Distância do mundo anterior do qual não quero nem me devo separar. O novo está aqui, com tantas oportunidades (hoje, por exemplo, soube que, se quiser, posso ter o Windows 7 original gratuitamente, com MathLab e outros softwares). Porém, daquele, mesmo eu, sinto minha ausência. Sem contar as infelicidades por ser caçula da família. Saúde, trabalho, dúvidas...
   Não, nunca fui de abandonar. De antolhos a vida nos engana, vendo se vive.

Certa vez, vi um gênio

   Oito policiais não o seguraram. Não o podemos entender, mas, o que foi dito na Serra Azul? Quem sabe a verdade do que os médicos chamam de psicose, esquizofrenia... E dopagem como resposta. Mas hoje está (perdido?) em algum lugar com seu violão.
    Poxa, talvez eu fique muito preso à normalidade do mundo.

Está passando Volcano na Globo (De novo)

   Como disse meu pai, depois que perguntei se os EUA estariam preparados, se teriam tantos helicópteros jogando água para esfriar a lava: mas "falam tanto e nem conseguem controlar seus aviões".
   Foi uma rápida passada em frente à televisão, uns cinco minutos e uns trocentos erros. Para começar, a quantos metros podemos ficar da lava (de uns 750ºC)? Sepá nem sabem que Los Angeles é a mesma coisa que LA.

Como baixar séries sem precisar cadastrar o celular

   Em alguns sites, para efetuar download de séries e filmes, é preciso cadastrar o celular e, mesmo que se desça na janela, às vezes aparece uma mensagem de que você se esqueceu de cadastrar e o download não é possível.
   Antes de tudo, quero deixar algo claro: como já existem DVDs com USB e DivX, é contraditório dizer que, quando eu faço um download, estou a exercer atividade pirata e um blog, a princípio, é um diário, por isso poderia escrever o que bem entendesse, posto que essa postagem é a você que deseja baixar seus filmes e suas séries e assisti-las em um monitor maior (como em uma TV), agora, caso saia por aí a vender CDs piratas, não tenho cumplicidade alguma. Além disso, como ninguém faz nada contra os sites de download, não deve haver problema judicial em ensinar aqui como facilitar um pouco. Ratificando, um blog expressa opinião.

   AFINAL, COMO FUNCIONA:
   O processo é simples, ao fazer o download, quando pedirem para cadastrar o celular, veja o endereço da página, supomos que seja http://cadastraocel.alfa/link1/?url=http://www.paginadedownload.com/?d=123TEST. Repare que, há dois endereços nessa URL. Basta ir ali, depois de "url=" e apagar o que vem antes. No nosso exemplo, ficaria: http://www.paginadedownload.com/?d=123TEST Pronto, você irá direto para a página de download (MegaUpload, supondodoblog, EasyShare, etc).


   Ainda assim, caso alguém se sinta prejudicado, deixe um comentário aqui no blog.

   Atualmente, muitos sites estão com "frescuras". Algumas vezes, basta esperar uns 40s - sem cadastrar em nada - que o link simplesmente abre. Outras vezes, não abre mesmo. Daí, recomendo que comece a baixar filmes a partir de um fórum, como o P2P Brasil:
http://www.p2pbrasil.org/p2p/index.php?act=idx

Crítica ao Big Brother Brasil em literatura de Cordel

   Recebo um e-mail do movimento estudantil são carlense, com o seguinte poema do baiano barbarense Antônio Barreto. Apesar de não ser a favor de simplesmente copiar um texto da internet no blog (duas fontes com informações idênticas), esse merece ser divulgado quanto e onde possível.
   Imagem retirada de e-cordel.com, via pesquisa de imagens google.




Big Brother Brasil, Um Programa Imbecil
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal

Só estou a pedir um poema

   Alguém já reparou que não há um site decente de engenharia? Pior, não há (ou nunca me foi divulgado) um belo texto sobre a profissão? Por outro lado, como nos disse um professor de Usinagem dos Metais, só um engenheiro pode discutir com outro engenheiro. De técnico de futebol,  de jornalista, até de médico volta e meia alguém se arrisca, mas vá tentar palpitar na engenharia (falo de Engenharia mesmo), aí o povo boia.
   Mas quando foi ou, por que cargas d'água, a profissão não é bem vista? Você, rapaz, rapariga do ensino médio, o que é mais difícil, decorar a biologia ou aprender física e matemática? Aí misture isso a problemas reais, mas sem essas aproximações do segundo grau, cálculo mesmo.
... "e outras disfunções sociais"...

   "Engenheiro? Ah tah!". Afinal, profissão de um bando de homens que bebem e tomam caju ou pseudonerds japoneses anti-sociais ( 3 japoneses numa turma de 50, 6%. De Italianos são 60%; que se dane o Japão) e nenhum mísero poema. Ah, mas "Brasil não tem engenheiro", "terceiro mundo"... Bando de cegos, tem brasileiro ensinando alemão a construir Mercedes. E antes de ser festa, a EESC é a principal escola de engenharia mecânica do país. Arrisque procurar por lá um idioma que nunca foi dito, pois, antes de brasileiros estúpidos pagando pau para "primeiro mundo", a parte inteligente do mundo quer vir para cá.
imagem: 4bp.blogspot.com
   

Sonho e expectativa (ou: Há quanto tempo não te apaixonas?)

"A expectativa é proporcional à decepção"¹
Geadilson Bezerra




"Toda expectativa que crias a respeito de algo é benéfica, pois ela alimenta seu sonho e você com esforço os realizará"
Guilherme Rosa da Silva

¹ Semelhantes:
  "A decepção é filha da espectativa" Dioclecio
  "A decepção é medida pela expectativa" Rodrigo Masi


Qual a última vez que ao encontrar alguém, desejou o contato com sua alma, não com sua boca?

 Seriam as decepções consequências de sonhos detalhados ou expectativas, ou ainda, expectativas dentro dos sonhos?
   Uma faculdade, sem conhecer, imaginada como em filmes adolescentes (O Pacto, Efeito Borboleta...), os bailes, imaginados (por que não?) também como em filmes (Coração de Cavalheiro). Uma princesa de filmes... E um tempo bem administrado.
   Nem sempre folhas de sakura nos tocam pelo vento, mas, às vezes vemos um bando de pássaros ao início da chuva e o cenário se parece com o plano de fundo dos nossos sonhos.
retirada, via imagens google, do blog raphaelgnipper.files.wordpress

   Mas descobrimos que as pessoas, seus sonhos suas ambições carnais e materiais não combinam com o nosso projeto de 'preenchimento' de tal cenário. Podem então me acusar de não aproveitar a vida (que é, antes de tudo, minha), mas, pelo contrário, não vejo proveito em músicas sem nexo, bêbadas cercadas por... homens e mulheres como simples corpos, frutas, objetos. O que se torna curioso é que os praticantes de desejos saudáveis, de satisfação interior, utópicos e socialmente corretos que se não são chamados de anti-sociais, ou, no mínimo, uma minoria parva. E não estou dizendo de esquerda política, o texto aqui é filosófico. Incluamos também nessas vírgulas quem se abstém para viver pelo mundo (pela ciência, pela religião, pelas humanidades...). Por essas e outras que sou mais admirado pelas sogras que pelas filhas.
retirada, via imagens google, do blog rina_dono.blogger

   Realmente, festas só me servem para dizer que fui, que não fiquei isolado, trancafiado em pistas e bibliotecas, para que me não vejam como "anormal".
   Saiu dos textos, difícil, infelizmente, encontrar pessoas, pessoas mesmo.
   Para não causar dúvidas, entretanto, não estou aqui para dizer que não devemos confiar em (ou proibir) quem bebe, fuma, fica com meio mundo, etc. Afinal de contas, muitos amigos (ou meio mundo) é assim. Apenas lamento que esses são, mais que hábitos da maioria, os hábitos normais. Ou, que não encontro no ambiente em que vivo alguém que me chame atenção e pergunto se inda são capazes de se apaixonar, ou fora utopia da infância.

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