Na Avenida Lisir Eva...

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O Torneio da Montanha

  Chegam os ventos de agosto, anunciam ali do quintal, enquanto o garoto em fim de férias se equilibra na bicicleta apoiado nos varais sem que a mãe veja.
    Vou à pé ao centro da cidade, sempre a movimentar a imaginação, no que se define o pensamento. Muitas vezes a observar a cidade, obras no ribeirão, o castelo (catedral), o homem de carroça na antiga avenida que, por paralela a avenida maior, ainda nos recorda tempos d'antes d'eu nascer. Ah, se os casarões fossem restaurados.
   Por mim, por que não? Há uma montanha na rodovia acolá da zona norte, não lá um Everest, mas uma grande montanha a uma criança. Também me recordava do jogo de cartas Magic; compraria aquela montanha, construiria uma estrada ladeada por ipês e um mirante lá no topo, daqueles com binóculos para avistar a cidade.
   E criaria o torneio da montanha, em um templo com um labirinto feito arena YuGiOh com um jogador de cada lado. Eles subiriam através de elevadores erguidos por atores vestidos feito monstros. Ao colocar as cartas sobre as mesas, uma câmera as reconheceriam e projetaria imagens em 3D em telas atrás deles a fim de disponibilizar mais emoção à disputa.
   Fui ao centro preparando uma palestra, é assim que costumo rever muito do que leio, imagino-me a ensinar; espero disponibilizar o conteúdo quando estiver preparado. Voltei do centro com essa idéia do torneio da montanha.
   Uma garapa, poxa, já se completarão três anos que passava diariamente por outros três anos em frente à perua do garapeiro, cujo filho concluirá este semestre sua faculdade, o filho do garapeiro, que sempre recorda meu nome e pergunta de meus amigos que uma ou duas vezes pararam ali.
   Ventos de agosto, chuva de folhas e barulho de garapa; um carro passa, dá seta, por isso posso cruzar sua frente sem perigo. Quem sabe um a cada dez motoristas note que eu não hesitei e se sinta bem por ter feito o correto. Um dia então, convido seus filhos para o Torneio da Montanha.

Imagens: Ipê na USP/SC; Labirinto YuGiOh, yugioh.wikia.com;

Telefônica, Oi, Claro, Santander... Não sei qual é pior.

    Nenhuma interação econômica é mais enfadonha que entre cliente e central de atendimento. Após muitas decepções com Oi, Claro, Telefônica e Net; hoje foi a vez do Santander.
   Consta no regulamento do programa de bônus que deve-se ligar para certa "SuperLinha" no site do banco para resgatar o bônus. Antes de ter sido comprado, o Banco Real fazia tudo pela internet e não precisávamos ler todo um regulamento para isso.
   Após cansar as vistas na página do Santander, encontramos o número no google, com a inscrição "24h por dia, 7 dias por semana".
   Acontece que não sou da capital nem estou nela, tudo bem, só inverteram os números... Daí pedem o número do cartão, da conta, da agência, CPF e a SENHA. Segundos depois: "serviço indisponível".
   Vou ao atendimento ao vivo, envio à pergunta e.... Ninguém responde.

O Escritor da Madrugada: Após a reunião

Às vezes comparecemos a reuniões às quais nos preparamos a semana, o mês, o semestre todo. Em uma sexta-feira, após a reunião, aquela sensação, sem dúvida surge uma sensação:

O Escritor da Madrugada: Após a reunião: "A demora para o início da chuva deixaria um monstro em estado latente; porém aquele que saíra contente da reunião com a maior das fábricas ..."

Ilhas Afortunadas

   Passeando entre canais após jantar, ouvi a respeito de uma possível ilha chamada Hy Brasil e deparei-me na wiki com o seguinte poema de Fernando Pessoa:

Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
E a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar.
(Fernando Pessoa)


"Deviam acreditar que todos os meus contos eram histórias verdadeiras. Eles são apenas meia verdade. Invenção misturada com a verdade é igual a Arte."
Charles Bukowski em Um Caderno Manchado de Vinho; http://bye-s.blogspot.com/


Imagem: http://www.viajandaunblog.pop.com.br/post/2160/hy-brazil-a-ilha-lendaria

Dia especial destas férias, desta vida.


   São 1h31min da madrugada de quarta para quinta-feira e estou finailzando a gravação de alguns vídeos através do Camtasia para uma apresentação amanhã (sim, quase de última hora).
   Acordei várias vezes, provavelmente devido à ansiedade em não perder a hora em que havíamos combinado de jogar bola no parque, pelas 9h30min, no que lá soube ser o Dia do Amigo.
    De verdade, meu amigo e seu irmão atrasaram devido a outro compromisso, então caminhei pelo parque, tomei um suco, fui à rodoviária (o compromisso é em outra cidade). Jogamos até cansarem as pernas e avermelharmos um pouco o rosto sob o sol.
   Voltei para casa, ele também estava de carro. Encontrar-nos-íamos mais tarde para assistirmos ao último filme de Harry Potter, após dez anos, nossa adolecência. Agora já vamos de carro ao shopping - outrora íamos a pé, ou esperávamos nossos pais na fonte d'água. 
   Dez anos e o amor de todos os nerds benevolentes à Hermione, a princesa dos mundos fantásticos que sonhamos que exista, dos contos de fada aos blogs. Então este adeus, adeus à adolescência? Adeus aos sonhos? Adeus à possibilidade de um amor em mundo mítico? Não sei dizer. Uma despedida que queima.
   Lamento não ter chorado com o filme, um outro casal em meu outro lado não parava de falar e de explicarem-se o filme, retirando minha atenção e fazendo-me lembrar de que estava em uma sala de cinema, não sobre as nuvens de Hogwarts a visualizar a batalha.
   Eu, meu amigo e sua namorada concordávamos com algo, os últimos três anos foram meses ou dias e lamentamos a passagem do tempo, o fato de termos tantas ocupações, porém menos lembranças.
   E o sexo, o desejo da carne a corromper a palavra "fantasia". Há alguns dias soube de alguém que disse me amar, em aceitando, seria um relacionamento por convenção? Por ter desejo de estar com alguém, sem uma história magnífica, sem dragões e varinhas? Amor não é tão simples assim.
  Corri com o carro hoje à noite, não acima dos limites, porém um tanto tenso; guiei bem ainda assim. O estacionamento um tanto vazio, as ruas velozes.
   Correr... Digo graças a Deus por estar longe dos perigos. Apaixonou-se por uma atriz? Perguntará você. Não a conheço, responderei. Amei porém uma personagem e hoje, no último capítulo, lembrei-me disso.
   Dissera que acordara várias vezes. Porém ainda não disse o que me fizera levantar definitivamente da cama. Minha mãe bate à porta, recebera uma ligação e eu teria de comparecer em um centro pela tarde para um tratamento espiritual.
   A magia não termina, apenas descobrimos que é explicada por leis de outra física, de matérias de outra matéria, outros átomos.
   E à tarde, ao voltarmos para casa, tomamos café, passei margarina no pão - nem para isso estava tendo tempo - cortei o pão em quatro pedaços, como fazia na infância e também com minha avó, molhei o pão no café e saboreei.
   Adeus Hermione. Perguntamos agora o que no mundo nos espera. Hoje foi um dia especial, acordei com felicidades e esperanças da antiga e da nova vida.

Imagens: Good Bye Hermione, opugnobr7.blogspot.com; Rony e Hermione; harrymaniacosbr.blogspot.com; run_by_Sleep_Away, DeviantArt; dragon_magic_by_sakimichan-d413ycj, DeviantArt

E em que se pensa agora il mio miejsce...

   Deveria ter anotado o sonho da noite passada, com mendigos, rodoviária, a avenida, o córrego, possivelmente um restaurante, o clube, duas colegas de sala, familiares, acho que minha mãe. 
   Foi após a festa de uma empresa, que frequento desde muito pequeno; antes deste domingo, do belo futebol da seleção brasileira, porém sem gols e eliminado nas penalidades para o Paraguai. Há tempos não via a seleção tão bem ou vibrava, gritava com ela.
  Ainda não tratarei sobre tal notícia boa, vejamos o que acontece. Por enquanto, ouço a música abaixo, ainda não havia prestado atenção em Ana Carolina e Seu Jorge.

  

   Noite, vou dormir, espero sonhar novamente, bom de férias. Infelizmente, e não muito a ver com a música, com o sonho ou com as férias, descobri um defeito; não me considero nerd, sobretudo por conviver com muitos deles; antes, lembro que prefiro aplicar essa palavra a cientistas da computação, gordos, de óculos, e que tenham ficado milionário com algo hightec, ou seja, no sentido bem caricato do termo.
   De fato, no ambiente em que vivo - e por fazer teatro, um dever - não tenho dificuldade em conversar com quase qualquer cidadadão; no entanto, o que chamei de "defeito", é como ficou essa relação com aqueles que conheço no mundo além da universidade; concluo que perco as palavras e que deveria abandonar MSN e similares. Meus melhores amigos, a garota que vem falar comigo... A engenharia nos rouba isso ou é fato pessoal?
   Hora de dormir, até.

Moje miejsce

   Foi que pela manhã alterei o endereço do blog, explicarei o porquê um dia. Quanto ao novo, talvez temporário, é "meu lugar" entre italiano e polonês segundo o tradutor da Google, a mistura deve-se ao fato da já existência do nome em outros blogs, embora alguns vazios.
  "Meu lugar", é assim que nosso antigo professor de teatro, hoje ator da Globo, chamava um mundo particular de cada um de nós onde podemos ir em momentos de reflexão.
  Quanto à música abaixo, ouvi hoje à tarde vindo de um filme ali na sala e também a guardava na memória, não me recordo de onde.
   Decidi tocar nosso violão após meses, quiçá um ano, guardado; pretendia ler uns três livros, mas as férias são curtas e ainda não conclui meu projeto. Saudade de ter tempo para tocar como o colega do vídeo (só não entendi o que eles fizeram no final), aquela não deve ser difícil.
   Engenharia, qualquer outra atividade - mesmo dentro da faculdade - tem seu custo na graduação e no júpiterweb.
  Terei notícias boas a contar em breve, boa noite.

Como afinar violão pela internet

  Acredito ser a forma mais simples de se afinar um violão, equivale a um afinador eletrônico sem o risco de parar de funcionar por ter caído no chão.
   Pela internet, por enquanto, só encontrei sites que exibem os sons das cordas, contudo, o programa abaixo, bem leve, pode resolver seu problema.


   Este é o D'accord Afinador, cujo donwload está disponível em vários sites. Recomendo, no entanto, que procurem em torrent (ou paguem) para que tenham o serial, uma vez que o programa é limitado a 10 utilizações por não ser gratuito.
   O funcionamento é simples, basta aproximar o violão de um microfone ligado ao computador e apertar ou afrouxar a corda conforme for necessário. Afinada, basta clicar em "próxima" e prosseguir.

Férias [2]

   Compartilharei duas ideias para nossa peça de teatro no segundo semestre, pode ser que eu poste; certamente tentarei gravar e disponibilizar.
    Possuo também dois livros e pretendia ler ainda um terceiro e um quarto, leio poucas obras não acadêmicas. A apresentação para a empresa, a apresentação em uma escola infantil, trocar o óleo do carro, trocar de carro, cortar o cabelo, assistir ao final de Harry Potter, aprender um pouco mais sobre fundos de investimento, arrumar a casa...
    
   Já devo ter comentado que voltei ao teatro, entre alguns motivos, como uma válvula de escape. Há pessoas que não suportam os fardos em suas costas, muitas não os suportam.
   Alguns fumam, bebem, fecham-se na religão ou compartilham de duas das três expressões mais lastimáveis que ouvi nos últimos tempos: "Seja um Idiota" ou "Ligue o Foda-se e Seja Feliz" (a outra é "ter a consciência que o pobre tem seu lugar", mas não tratemos dela agora). Uns enlouquecem de decepção com o mundo, outros enfrentam.
  Embora curioso, demorei certo tempo para conseguir entrar em um terreiro Umbanda - reformas, feriados.  Tenho agora vergonha, que bom, não me vejo com problemas, assuntos humanos... tão simples, não sei se é certo dar trabalho aos mortos que não seja por emergências ou inspirações, comentei algo em uma postagem anterior.
   Absolutamente nada contra evangélicos, mas é como se compartilhassem nosso mesmo espaço vivendo em outro mundo. Salvam vidas através de crença que não compartilho. E os humildes esquecidos. Não os cobro, não cobro ninguém que não possa entender ou que não possa fazer.

   Descobri na TV que o tédio vai até os 18 anos em mulheres e pode ir até os 21 em homens. Televisão não é confiável, segundo o Fantástico de ontem, Faroeste Caboclo tem quase o dobro do tempo. Tédio e TV, péssimas companhias em férias, evite-as.
   Tour de France é legal,

   E um cenário candidato a nosso Work And Travel em alguns meses.

Imagens: enchanted forest by Lunox-Baik, Deviantart

O quarto festival

   A carioca Carla, em seu blog "Aqui Neste Oceano", recentemente postou a tradução de Walk On. Confesso nem ter lido toda a letra para aprender algo: "[love] is all that you can't leave behind", o amor é tudo que você não deve deixar para trás.
  Notei pois que dei conta de carregar todo o restante da bagagem, exceto tal sentimento. Ao voltar, não reencontrei o que deixei para trás. O pior, posso continuar assim.
   Sou estudante de engenharia, leitor, e um carro nunca volta. Se de frente, a quilometragem é outra, o tempo passou. Se de ré, bem, um motor não aguenta mais que algumas horas nesta marcha retrógrada.

   Voltei ao festival. Disse que não tocaria mais no assunto, mas este blog representa a avenida que nos liga a meu mundo subjetivo. Não acenderam as luzes do teatro e não a encontrei.
   Já não era tão mágico, o som desafinado, disseram ainda que é todo ano igual. Não para mim, talvez ainda mais vazio.
   Algum espaço preenchido com meu pássaro de madeira e papel e com o colega de sobrenome russo também um pouco solitário,  a conversarmos sobre seu trabalho.


   Sentado, não muito distante, o outro, ou seu outro passado, nada falei e preferi meu pássaro de madeira que teimava em acertar duas garotas de uns degraus à frente no teatro de arena.
   Não me sinto triste em estar sozinho, aliás, raramente me entristeço e encontro com quem conversar; porém sinto falta, independentemente da multidão, sua ausência, dela, de minha avó e da magia.

  Imagens: rua que leva ao Morro de São Bento; fundos do festival.

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