Na Avenida Lisir Eva...

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Como funciona a mídia


Graças a Deus existem exceções como o áudio abaixo. Mídia deveria ser reflexão, não corrupção e disputa de ibope.

Sobre a USP e a imprensa

   Eu quero estudar, já é madrugada, há horas é madrugada, preciso dormir para fazer os estudos renderem neste feriado. Talvez, quem sabe, continuar a escrever meu conto de natal. Porém, não consigo, não consigo abrir site após site, locais ou nacionais, e ver a imprensa inventando histórias contra os estudantes de minha universidade.
   Quando estava no ensino médio, ouvíamos essas histórias e nos revoltávamos. Não acabaram, e agora é direto, agora é nossa cara a tapa, milhares de pessoas que não conheço vendo minhas opiniões; milhares de pessoas que nem conhece o que se passa na USP colocando palavras na nossa boca, palavras sentidas como se colocassem drogas em nossa bagagem e nos encubrisse na fumaça.
   "Milhares de alunos da USP protestando para fumar droga sem PM para atrapalhar". Isso não soa um tanto desconfiável? Ou o povo é tão alienado assim?

Sobre a USP, a democracia e a PM

   Não postarei mais, pelo menos não hoje, sobre a luta por liberdade política na USP em um blog sem visitantes. Caso alguém queira entender o que se passa, recomendo que use os links dos perfis abaixo e as centenas de textos de alguns alunos que, contra ou a favor do movimento, sabem o que realmente está acontecendo.

CAASO (Maior centro acadêmico da Universidade de São Paulo): https://www.facebook.com/caaso1 o qual apoia a causa do campus Butantã/Butantan.
   Um dos eventos pelo fim da imposição política de reitores pelo governador: https://www.facebook.com/event.php?eid=136313366472242


Assembleia democrática, ou coisa mais linda que já presenciei dentro da Universidade. Decisão: Fora PM, Fora Rodas, Eleições Diretas... Algumas das decisões foram unânimes. Se a maioria é contra, cadê ela?  Escondida ou alienada? Deviam pensar melhor sobre essa definição de maioria.

Parágrafo sobre o abuso da polícia militar:
"A polícia do Rio mobilizou 200 policiais civis para prender um dos maiores traficantes da Rocinha. A polícia de SP mobilizou 400 militares, 3 helicópteros, cavalaria, tropa de choque, GATE, Esquadrão Anti-Bombas e o Canil para prender 73 estudantes. Se vc continua achando que a questão é a maconha, eu sinto pena de você..." (Arthur Penna)

Mais um comentário, de um dos milhares de alunos da USP

          Queria deixar um recado não a meus colegas da USP que, a essa altura, já tiveram acesso à realidade da universidade, mas a quem não é daqui e a esses comentários no final de reportagens em sites.
Porque, apesar de tudo que se discute, o que sempre me deixa mais pê da vida é a ignorância. 72 manos invadirem um espaço sem autorização dos próprios alunos é uma coisa, mas, não é ao menos curioso acreditar que milhares dos alunos da universidade com maior acesso ao conhecimento no país estejam lutando por motivos mesquinhos? Basta um “peraí, o que será que está acontecendo de verdade?”.
Cara, como eu não suporto a internet ultimamente, talvez não por ela, mas pelo povo ignorante que critica estudantes por discutirem seus próprios problemas ao invés de problemas globais. Se os estudantes fazem a USP, estudantes discutem a USP. Se o povo faz o Brasil, o que você aí sentado tuitando a primeira coisa que vê na frente sabe sobre discutir seu país? Se o povo é sábio o suficiente para eleger seu próprio presidente, por que os melhores estudantes e melhores pesquisadores da sociedade não teriam o direito de eleger seu próprio reitor? Essa é nossa luta, democracia.
Assembléia hoje no CAASO. Mais de mil alunos dando exemplo de democracia e civilidade que deveria ser seguido por toda a sociedade.  A foto acima foi a resposta dos alunos à pergunta, "Quem é a favor da saída do reitor João Grandino Rodas?"

Será que custa se informar da verdade?

Não importa entender, o que importa é comentar no facebook

                Preciso escrever, apesar das N obrigações acadêmicas neste final de semestre. Preciso escrever, mudei meu discurso. Por ignorância, porém melhor do que ter aquela velha opinião formada, opinião da maioria, embora nem sempre (aliás, raramente) a maioria sabe o que está falando.
                Não quero, no entanto, dizer o oposto do que disse antes. Passar alguns anos dentro da engenharia, falar sobre empresas, investimentos, capital ou pelo simples fato de ficar mais experiente nos ensina que a direita tem lá sua lógica.
                Em primeiro lugar, quem protestou na USP foram as pessoas erradas, infelizmente, são as que justamente mais discutem política. No bando, pessoas há sete, nove anos dentro de cursos que deveriam ser concluídos em quatro ou cinco. Também playboys, maconheiros, usuários de sabe-lá-o-quê. Assim, mudo meu adjetivo, talvez não estivessem errado, mas agiram erroneamente, foram burros. Burros no sentido que todos entendem, não no sentido que um filósofo de sabe lá que século definiu. Burros e sem essa palhaçada de palavras eticamente corretas que não expressam o que se quer expressar.
                Com tanto a se protestar (nem quero entrar na discussão de corrupção, código florestal, colapso ambiental, etc) mesmo dentro da universidade, erraram o estopim. Uma garota leva um tiro no rosto, outro é revistado por voltar à sala de aula após o término apenas por ter esquecido seu celular e esses babacas vão invadir prédio justamente quando prendem maconheiros. Isso é pedir para ser mal visto. A mídia vai procurar por brechas e, o que fazem? Dão esses presentes para a oposição. Depois depredam, cobrem o rosto como se alguém sentado de bermuda ao assistir a televisão fosse entender outra coisa que não fosse “coisa de playboy maconheiro vagabundo”.
                Aí já não interessa mais se o reitor foi eleito antidemocraticamente, se é a favor de mensalidades, se a polícia começar a estuprar estudante... Mancharam nossa sigla, USP, e seremos vistos por algum tempo como maconheiros vagabundos.
                O mundo parecia estar tão em paz enquanto ficávamos entre as paredes do campus. Então o quarto ano se aproxima, estágios, novas decisões. Israel tenta atacar Irã, Irã fecha o golfo, Europa tenta escoar por Suez, Egito fecha Suez, a maior parte do petróleo mundial fica trancada. EUA sem forças para apoiar Israel, a Europa, em crise; Turquia inicia o bloqueio naval em represália aos ataques israelenses aos direitos humanos. Terceira Guerra Mundial.
                Contudo o que importa é comentar no facebook, onde todos são sociólogos implacáveis, donos da verdade, técnicos de futebol, tudo, menos eles mesmos, apenas a ideia que querem passar ter. Ou concordar com o lado mais engraçado.

 Monstro.

Imagen: marketing.blogs.ie.edu

Tchau Facebook

   Escrevi o texto abaixo na madrugada de ontem. Divulgaria em meu perfil do facebook, mas, para evitar discussões, deixo cá no blog.

                Sabe aquela comparação que fazem entre abrir facebook e abrir a geladeira para pensar? Há dois erros. O primeiro: você não pensa, tenta se esconder, até dá própria preguiça se possível, como um grito desesperado para que se faça outra coisa que pareça mais interessante que seu dever. Aposto que nem leria todo este texto se eu não o desafiasse.
                Falo de dever, pois isso é o que o torna adulto, considerar os deveres, trocar o que quer pelo que tem de ser feito, ainda que signifique, sendo médico, passar a vida estudando o décimo quarto cílio do olho esquerdo e sentir-se inútil. Contudo, é o que todos os adultos fazem.
                O segundo erro na comparação? Na geladeira não há centenas de testemunhas de teu fracasso. Da tua tentativa incessante de fugir do mundo real, seja em busca de diversão ou de promoção, alimentando aqueles que defendem que todas as ações se fundam em um individualismo de finalidades sexuais (sim, os ateus, mas não discutirei religião).
                Nesse aspecto, não colocarei meu nome no texto por querer que ele seja "retuitado" pelas gerações, apenas porque ficaria pê da vida ao ver que algum aproveitador poderia ter sucesso furtando minhas palavras - se é que realmente têm valor e se realmente são minhas, opiniões mudam como tudo, ou quase tudo,veja só, já mudei.
                Preciso de um freio e de pensar que todo esse tempo estava logo ali, pertinho do acelerador... Ouvir rádio, Chico Buarque presta, não essas... Chega, já discuti isso demais. É incrível como as chamadas "décadas perdidas" - ou séculos perdidos - são aqueles cujas culturas mais me atraem. Aprendi sobre catedrais medievais na aula de humanidades.
                Ser humano, não para me tornar um rebelde sem causa e buscar, discutindo teletubbies, que entendam Thomas Hobbes e me torne um herói de guerra em período de paz.
É incrível como os mais sábios ainda são aqueles que conhecem a si mesmo, ainda que um tal de Mark, ou nosso conterrâneo, Eduardo Saverin, tornaram-se estereótipos de inteligência ao inventarem o que já existia. É o médico do décimo quarto cílio do olho esquerdo, não foi alguém do Silicon Valley que se suicidou na Tunísia pelo bem do país. Viu como seu dever às vezes é maior do que imagina?
                Anonimato dá a imagem de fuga da responsabilidade e mais ainda dos problemas. Daí, hoje também recuso Christopher Poole.
               Acontece que é normal que atletas desapareçam da mídia, uma hora precisam treinar, pois, como dizem, a linha de chegada é o início da nova corrida. No fundo é mais ou menos assim que funciona a faculdade, aquela parte do filme em que toca uma bela canção e mostra o protagonista se preparando para retornar ao mundo real, ela não é o clímax, muito menos o American Pie.
                Não que odeie a velocidade. Vejo isso na fórmula 1, nos oitocentos, no quatro por cem e em minha dificuldade em reescrever textos -prefiro escondê-los para que não os apague por tanta contradição- ou que surjam assim, em uma madrugada, como se já os redigisse prontos e as palavras se escrevessem sozinhas, ignorando as trocas repentinas de terceira para segunda pessoa.
                Não o critico, também falo de mim, e, sobretudo, de mim. Por isso abandono, por enquanto, esta ferramenta virtual e digo a ela, até o natal ou, quem sabe, nunca mais. Sabe, tenho uns amigos vegetarianos, não comem mel, nem bacon e dizem que deixar algo que desconfia fazer mal nem é tão difícil assim.

Duas imagens


   Rebeldes sem causas. Esse povo de humanas (não todo o povo de humanas, este aí, esta meia dúzia de pessoas que age sem pensar, como se representasse toda uma universidade) é complicado, pensam, pensam, pensam, e, quando vê, estão longe de qualquer lógica. Querem revolucionar, mas não são fortes nem sábios o suficiente para lutar por algo importante. Fracos, encontram a distração nas drogas e, de repente, passam a considerar um campus como um mundo acima da lei. Isso se chama mentir a si mesmo: inventar horas e horas de desculpas quando, no fundo, o que querem é fama sem trabalho e fumarem tranquilos.
  Por isso detesto modas. Ser do bem ficou na moda e, como qualquer moda, o povo adere e defende sem saber o porquê e, seguindo a moda atual (Facebook), as repostas devem ser rápidas, ainda que não existam perguntas.
   Bando de maconheiros. Passam tanto tempo filosofando dentro dos campi e, sem perceber, passam a defender o que há de mais absurdo e se esquecem que o mundo  aqui fora é maior, mais complexo, mais real, mais lógico e mais importante.

Quanto mais, mais. Quanto menos, menos.

   Tome um aluno dedicado ou o Vettel da fórmula 1, é, senão mais fácil, mais motivador vencer quando já se está vencendo.
    É assim para muitas coisas. Quanto mais ações, maior o retorno; quanto mais se vence, maior é a vontade de vencer e, por incrível que pareça, quanto mais se dorme, mais se tem sono. Funciona assim, é quase uma lei natural.
   Então, o que move o mundo: críticas destrutivas ou parabéns?
   Passo a perdoar, é fácil quando se entende que mesmo o que parece ser mau é consequência de falta de oportunidade, oposto à corrupção, mau por excesso.  Como disse Khaled Rossini, o único pecado é roubar.
   Então passo a compreender que trabalhos podem ser difíceis mesmo aos especialistas. O que é compreensível pode ser perdoável.
    Vou parabenizar a prefeitura (por que não?), embora muitas vezes tenham feito o que se declara como o mínimo, o óbvio também é fruto de trabalho. E, veja só, teremos um feirão de empregos, uma Via Norte revitalizada, um shopping na antiga fábrica no centro da cidade... Às vezes penso que daria um bom urbanista.
    Quanto mais te criticam, mais você perde o controle?


   Um detalhe em particular sobre essa obra, por que quando algo é financiado por particulares (no caso, o Ribeirão Shopping), é tão mais rápido?

Foto: MateusZF

O vazio, o nervosismo e a sensação de tempo perdido


                Duas coisas que não sei: quantos conhecidos sabem que eu tenho este blog e quantas pessoas não leigas utilizam o Office Starter. Tudo bem, há mais coisas que não sei. Vejam só, cá estou escrevendo o que se passa comigo, como se virasse às costas ao interesse do leitor que provavelmente não precise saber.
                Antes eu abria a geladeira, hoje o facebook e a geladeira, o mesmo sentimento, o mesmo vazio apesar de centenas de páginas de trabalho a fazer. Seis dias em casa e sequer 10% dos deveres acadêmicos cumpridos. Foi meu aniversário, feriados, brinquedo novo, problemas com o Windows, desculpas, preferi jogar bola com crianças em “campo” de pedras, mais tempo querendo ler obras sobre o espírito do que realmente as lendo.
                Espero que esse faça-não-faça não seja preguiça, abomino-a tanto quanto a injustiça, o que me deixa nervoso de fato. Em um simples exemplo, o péssimo professor pede um trabalho gigantesco com tópicos que ele pensa que ensinou e tópicos de disciplinas que não tivemos ou supostamente tivemos. Também fico nervoso quando não me recordo.
                Quando digo, então, não saber quantos conhecidos me associam a este blog, refiro-me consequentemente ao paradoxo que geraria: alguém paciente, humilde e alegre que prefere deixar seus descontentamentos em palavras escondidas, em um blog que se passa em uma avenida de seu interior, totalmente controlável.
                Não considero preocupação demais, contudo não me arrependo quando essa atenção é desviada a algo agradável como brincar com crianças, reviver boas recordações e conviver com a família.
               Às vezes até não gostamos de como escrevemos algo, mas não me arrependo do tempo tomado em reflexão.

Como traduzir vídeos - Youtube

   O Google lançou um serviço experimental capaz de reconhecer falas em vídeos no YouTube. Obviamente ainda não garante aquela perfeição. Por exemplo, considere este vídeo de Jared Diamond:
http://www.youtube.com/watch?v=IESYMFtLIis. Logo aos 33s, ele não disse "Yadda Saucy", mas Anasazi, antiga civilização norte americana. No entanto, se você possuir um pré-conhecimento do tema, o novo serviço do google pode ajudar.
    Basta clicar em "CC", abaixo do vídeo e em "Transcrever Áudio Beta" e em "Seleção de Legenda", se necessário.
    A tecnologia já existe há algum tempo, principalmente para vídeos educacionais, porém somente agora notei e resolvi compartilhar.
    Caso esteja interessado(a) em músicas, então recomendo o Letras Terra, site que insere legendas abaixo dos vídeos.



Manchetes


                Dizia-me um engenheiro em uma loja de esportes que o Brasil ainda não é um bom terreno de atuação para formandos em cursos específicos como engenharias de “hã, o que isso faz?”, mas um ótimo território para engenheiros, que podem, mais por esse título que pelo adjetivo, exercerem quase todo tipo de cargo, como técnico ou presidente do Banco Central.
                Um papo interessante para se pesquisar a validade não fosse a falta de tempo... Sempre o tempo, porém aqui devo discordar.
                Em tendo tempo, pensaria em uma síntese ou estrutura melhor para este texto, utilizo a desculpa de ser um blog para prosseguir.
                O que fazemos neste tempo? Veja logo ali na outra aba, dez abas abertas e quanto desse conteúdo você realmente sabe explicar? São apenas manchetes, poluição virtual, desculpa esfarrapada em estar ocupado jogando o tempo fora.
                Irrita-me ressaltar qual pode ser o conteúdo de algumas dessas abas, pseudointelectuais e pseudocomunistas expressando opniões óbvias em vídeos críticos no youtube, sobre temas que você já saberia sozinho se se interessasse por eles e não por aumentar o número de likes ou de seguidores do desocupado.
                “Uma vez que sou incapaz de enfrentar o mundo real, farei sucesso na internet”. Desprezível, mas muito funcional em um cenário por um lado corrupto e por outro exigente lá fora. Depois surgem os comentários “adapte-se às mudanças do mundo” como se devêssemos aprovar qualquer lixo para não sermos tachados de preconceituosos. É quase tão ridículo quanto um daqueles comentários de entrevista de emprego “tenha estímulo de liderança”, “saiba trabalhar em grupo”, como se fossem aprendizados compráveis em um curso particular e não dependentes de sua capacidade natural. Natural não no sentido de nato, impossível de ser adquirido, mas no sentido de honestidade, de que se sabe trabalhar em grupo com prazer, não por obrigação.
                Blogueiro é profissão? Em poucos casos, este aqui não é um. Sinceramente, não chamaria de jornalista a maior parte dos que escrevem nem nesses sites de notícias. UOL, por favor, pare de comparar tudo com futebol. Emanuel não é o Pelé do Vôlei, é o Emanuel, poxa. Quanto importa ao Hugo Hoyama e Thiago Pereira se um palmeirense ou corinthiano tem mais medalhas? Além de compararem mesatenista com nadador, ainda inserem futebol no assunto.
                 Este texto foi escrito em um caderno.

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