Na Avenida Lisir Eva...

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Sobre muitas coisas da vida. Vida, dias perfeitos.



Começo a contar esta história em uma tarde de dia útil, foi uma terça ou quarta-feira há algumas semanas, quando caminhava em direção ao bloco de aulas da Engenharia de Produção e ali pela praça no centro da universidade, em um estande fixo de madeira, crianças vendiam porta canetas e clipes e panos de prato, se bem me lembro.
As vendas são destinadas à manutenção de um projeto social do qual essas crianças participam aqui mesmo na universidade, não muito longe de onde me encontro esta noite a escrever este relato. Comprei então um porta canetas e o deixei guardado, ainda fechado, dentro de meu guarda-roupa, em uma folha de plástico transparente decorado.
Então se seguiram os dias, trabalhos escolares, provas, pesquisas para o TCC, iniciação científica e, em especial, destaco nossa apresentação pelo nosso grupo de teatro, cujos ensaios ocorrem no salão cultural do nosso centro acadêmico – embora o grupo não se restrinja a estudantes desta instituição.
Em um dos encontros no semestre passado, falávamos por algum motivo sobre dança e uma garota disse ter vontade de dançar. Então, comentei que ali no centro acadêmico havia cursos de danças, mas eu não participava por não ter um par. Ela lançou o convite e concordei; porém isso foi deixado para depois das férias, que se aproximavam após as corridas semanas de provas de final de semestre.
As aulas voltaram em agosto, neste mês fui com um amigo a uma festa junina aqui na arquitetura e encontramos com o pessoal do teatro, donde formamos dois casais para as aulas de dança de salão. Foi que minha parceira teve de faltar – após um pedido de desculpas – e meu amigo desistiu do curso, pois era no horário de almoço. Deste modo, aconteceu de eu trocar definitivamente de par para a aula de dança.
Dança é uma bela arte, mais belas são as danças circulares e as de casais, como valsa, bolero, ou mesmo forró, samba de gafieira e salsa, mais comuns na cidade. Bela não para ser o único homem a saber dançar e aproveitar de todas as meninas, mas pela arte do encanto, do encantar, pelo prazer em acertar, em entender um mundo diferente do que estamos acostumados.
Dancei uma tarde, no ano passado, assim, de repente; durante um intervalo dos ensaios, alguém colocou My Girl de The Temptations – aquela música do filme “meu primeiro amor” – Foi com a mesma garota que quase se tornou minha parceira de danças aulas. A mesma que, no final do ano passado, em seu aniversário, fui escrever alguma mensagem em seu facebook e me dei conta de como ela possuía a rara combinação de beleza, inteligência, ser divertida, humilde e cativante – curioso que no último final de semana assistia a um filme em que esta era mais ou menos a frase que o protagonista dizia a sua esposa, só agora me dei conta disso.
Com essa mesma garota, passei algumas noites, dias inteiros, mesmo madrugadas a ensaiarmos para a apresentação ocorrida em setembro, há umas duas semanas e meia. Estava quase todo o grupo, mas como a peça era formada de muitas cenas individuais, fiquei a ensaiar com ela nas salas ao lado.
E ela dançava, livre, opunha-se aos demais personagens da peça, pessoas que não se tocavam, que ficavam imersas, mergulhadas em um sistema de egoísmo e consumismo, o qual a peça criticava. Ela dançava, bela, com suas roupas finas e leves.
Em um ensaio, um spot de luz acendeu antecipadamente sobre nós, ficamos – eu, pelo menos – imóveis, como quem é pego no flagra fazendo alguma coisa que não poderia ser vista.
Esse é parte do contexto da história que venho contar, uma parte bem pequena, muito resumida, sem citar o coração de papel que a entreguei na madrugada,  as conversas que tivemos em seu carro na volta dos ensaios – mesmo que eu morasse a poucos metros dali, no alojamento da universidade – do que falamos e nos conhecemos... Do que gostamos falarei um pouco e então prossigo a contar.
Gosto de filmes, de histórias de filmes, de cenários de filmes, de quando as coisas em nossa vida acontecem como nos filmes; como aqui na universidade, quando chovem flores e estamos a caminhar, quando faz frio e usamos casacos, quando vencemos, quando vemos o trem, quando viajamos e olhamos o horizonte pelo caminho. Ela gosta da lua, de ver a lua em sua pequena cidade do interior, onde as nuvens não refletem as luzes de uma grande cidade, deixando o céu escuro, misterioso e encantador.
Apresentamos então a peça, fomos muito parabenizados, embora eu estivesse pessimista devido ao pouco tempo de ensaios e de, particularmente, estar cheio de afazeres na graduação e meu personagem não ser tão engraçado como o do ano anterior.
Atendi seu telefone quando sua mãe ligou, sentia-me mais próximo e apaixonado. Gostaria de dizer, de beijá-la, tive a paciência correta.
De lá fui fazer minhas malas e os encontrei – o grupo – mais tarde na lanchonete. Partiria pela madrugada em direção à capital, para minha primeira dinâmica de grupo em processo seletivo de estágio. Então esperaria acordado, porém ainda era cedo quando deixaram a lanchonete, exceto ela, eu e seus amigos. E, então, foram também, fiz questão de que não precisariam me esperar.
Fui à capital, sozinho, mas um amigo me encontraria para levar-me da estação ao prédio. Metrô, bairros nobres, prédios, roupa social, café, vitamina, dinâmica de grupo, metrô, foto no MASP, depois lanche e outra vitamina, metrô, casa.
No domingo ela me escreveu, em meu mural no facebook, uma apresentação, como seria minha apresentação em uma empresa, um enorme parágrafo de elogios. Não soube como responder, disse que o faria pessoalmente e, após outro ensaio em uma noite, conversamos por certo tempo, poderíamos ter nos despedido com um beijo, não tomei a iniciativa.
No outro dia, mais uma vez partira eu rumo à capital, outra dinâmica, em bairro próximo ao de sete dias antes. Camisa emprestada, deixara as minhas em casa e o convite fora de repente. Desta vez fui com um amigo que também participara da dinâmica, aliás, muito mais organizada, onde tivemos muito mais liberdade e muito podemos aprender. Café, foto, almoço no shopping, trem, metrôs – em um deles, a campainha soou enquanto meu amigo estava na porta, puxei-o um instante antes da porta fechar. Mais um dia na capital com histórias a se contar.
Retorno, fim de semana em casa, visita à empresa de meu pai no dia da família, que começara com uma palestra sobre conhecer uns aos outros, auto-estima ou... bem, o dia começara antes, era dia de eleição, decepção com os rumos políticos de uma cidade que, embora grande e supostamente desenvolvida, está marcada desde sempre pelo coronelismo. Uma revolta que me desviava a atenção quando tentava fazer outras coisas, mesmo estudar na segunda-feira na faculdade.
Já à noite recebo novo convite, agora uma entrevista de emprego. Estava certo que na terça iria a uma dinâmica em Jundiaí, porém este novo convite me faria retornar à minha cidade, em um hotel próximo à prefeitura. Sempre gostei de andar pelo centro, principalmente quando chega o natal ou quando fica aquele clima londrino, nublado. Desta vez, seria um prazer diferente, passear pelo centro em roupas sociais, desfilar posso dizer. Nessa terça-feira, ontem, havia na praça central um ônibus do Menina Fantástica e uma fila de garotas que sonham no futuro serem modelos.
Primeiro tomei um sorvete com meu amigo e contei a ele sobre o que acontecera na noite anterior. Ele ficou feliz, disse que sentia até mais feliz do que se tivesse sido com ele. Interessante dizer isso, pois o dia prometia um paradoxo. Eu e meu amigo, em nossa cidade, disputando a uma única vaga de emprego, eu, meu amigo e umas cinco pessoas com currículos inferiores. Meu amigo, dono da maior nota do curso e de um dos melhores, talvez o melhor, currículo de nossa engenharia entre as pessoas com quem convivo. Meu amigo, que namora uma garota que eu apresentei e que um dia eu mesmo pensei em namorar. E ele ficou feliz pelo que contei sobre a noite anterior, eu ensinei onde ficava a sorveteria, meu amigo.
Da sorveteria voltei ao centro, entrei na catedral, agradeci, olhando para a imagem no vitral, como costumo fazer quando entro lá. Observei a beleza da catedral e as palavras em latim, imaginando o que poderiam significar. De lá fui ao antigo hotel, hoje centro cultural, com exposições e, nesta semana, oficinas de instrumentos musicais. A flauta, a flauta era a que mais me chamava a atenção. Assim, digo agora o que então ocorrera na noite de segunda-feira.
Estava diante um paradoxo, participar de uma dinâmica em uma multinacional em Jundiaí ou retornar a Ribeirão e disputar uma vaga única com o cara com a melhor nota da sala, várias iniciações científicas e vários títulos e prêmios acadêmicos? Ribeirão, a mesma Ribeirão pela qual sou apaixonado, mas que teimava em eleger os mesmos políticos a décadas, a mesma Ribeirão que me expulsara de seu grupo no facebook nessa mesma segunda-feira, feito ditadura, após eu demonstrar sutilmente minha insatisfação com o resultado das eleições.
Não tenho aulas às quintas; sexta é feriado, dia das crianças e de N.Sra Aparecida (interessante, agora lembro que na terça eu explicava para minha mãe como se abreviava N.Sra, após ter pesquisado na internet; porém ainda não salvei no computador de casa umas fotos que ela me pediu, apenas aqui no note e no pendrive). Assim, parecia não haver prejuízo se eu voltasse para casa e por lá ficasse durante toda a semana. A questão era, ia na segunda mesmo ou esperava pela manhã de terça-feira. Mais uma vez, tive a paciência correta.
Estaria a garota a fim de mim? De mim? Logo de mim que nunca tive namorada? Quem nunca havia beijado além de três beijos de despedida há três anos, porém totalmente mal feitos, pois errei ao seguir o conselho de um amigo sobre como se beijaria. Mas realmente a fim de mim? Curioso é o destino. A palestra na empresa no domingo havia sido de auto-estima, contive-me em minha educação, em meu interesse pelo lugar e em meu estranhamento sobre o tema, esperava uma apresentação da empresa, não questões morais. Porém é como aprendemos no teatro, alguém apresenta algo, não criticamos, não julgamos, aceitamos a ocasião, aceitamos a coragem em apresentar, aceitamos a dedicação.
Se eu voltasse para casa, seria por uma semana, muito tempo para um engenheiro que vive seus anos de graduação resolvendo grandes problemas todo tempo, velozmente, pois dezenas, centenas de outras questões aparecem todo momento.
Fui então até uma das bibliotecas da universidade, onde passei uma manhã a tirar dúvidas de física para a prova de mestrado da garota. Raramente frequento a biblioteca da física; utilizo a da engenharia, por ser do curso e, às vezes a da química, por ser mais perto. Resolvi ir até lá, queria a encontrar e a encontrei, estudando.
Disse que fui fazer uma visita, discutimos alguma coisa de física, ela me disse que esperava por um rapaz, um doutorando em física, que lhe daria aulas particulares do tema. Foi a segunda vez que senti ciúmes; mas logo ela disse que era pago e entendi que o professor estaria lá para dar aulas. Ciúmes mesmo foi em outro instante, ao final da peça naquela outra noite, ela me disse parabéns, eu respondi com um abraço, não tão forte como de um homem que aparecera depois, mais alto, mais velho, mais forte; mais íntimo, pensei. A felicidade me veio quando comentou no encontro da semana passada, no qual discutíamos sobre as impressões causadas pela peça, que o namorado de uma amiga lhe viera retribuir o abraço – que a personagem dela dava no público. O namorado de uma amiga, então entendi.
A aula seria das 19h às 21h. Anotei seu telefone, enviei uma mensagem às 19h25min, uma mensagem bem curta, citando um lugar e um horário, 21h30min, comer açaí – o açaí foi ideia de outro amigo, um dos dois com quem me reunia na biblioteca da engenharia para fazermos um trabalho que deveria ser entregue na manhã seguinte, terça-feira. Ele é um amigo sábio, já devo ter escrito algumas vezes sobre ele, sobre eles, aqui no blog.
Fui tomar banho, enviaria o trabalho por e-mail e entregariam para mim. Ela respondeu às 21h08min, depois deu ter atendido rapidamente ao telefone quando um amigo – o mesmo que me foi comigo a São Paulo – dissera ter sido chamado a uma dinâmica – na mesma Jundiaí que deixei de ir na terça-feira, ontem.
21h08min: NOME, vc foi pro top a¿ai??
21h09min: Não ainda, mas me dirijo à rodoviária ali perto.
21h10min: Vc partir¿ q hras??!
21h11min: Amanhã só. Está com fome?
Eu ainda estava na faculdade, virei, passei pela praça, voltei à biblioteca. Ela se encontrava em outro lugar, em uma sala de vidro, passei atrás dela e a vi com o celular. Digitou alguma coisa, estava respondendo a mim.  Porém a vi aquando apagou a mensagem e começou a reescrever. Estaria em dúvida? As mulheres perfeitas também seriam meninas quando sozinhas? Também não sabem o que dizer?
Saí para que não me visse, esperei com o celular na mão do outro lado da parede – que não é de alvenaria, mas aquela repartição. Ela demorou para responder, ou estariam os segundos durando horas? Decidi entrar na sala, ela estava com fome, quis terminar de ler uns tópicos antes de ir; enquanto eu li a prova de um ano anterior.
Fomos ao açaí, pedi um sabor diferente para que ela pudesse experimentar, conversamos sobre muitos assuntos, saímos pouco antes do estabelecimento fechar. Voltamos a seu carro e ela me deixou na porta do alojamento da universidade, enquanto o rádio sugeria músicas românticas e outras músicas também.
Não me recordo de quem se referiu primeiro à lua, ela, ela quis ver a lua e eu disse ter descoberto um lugar em que desse para vê-la como no sítio, o campus da universidade vizinha, onde ela estuda. Era madrugada, mas fomos para lá. E então sentamos na grama – na segunda tentativa, depois do formigueiro da primeira – próximos a uma mata e a um prédio didático.  A lua não estava lá – ela disse que há alguns dias não a encontrava – mas havia estrelas, a grama, ela e eu. Conversamos ainda sobre muitas coisas e, após um pequeno silêncio, eu perguntei: “sabe do que tenho medo?”. Tinha medo de me declarar e então não podermos mais sentar na grama em uma madrugada, sem recordar uma recusa e viver em um clima túrbido. Disse que tinha medo de dizer que estava a fim dela.
Ela iniciou sua resposta, sua primeira palavra me trouxe à mente o início daquele modo educado de se dizer não, de dizer que somos apenas amigos. Acho que sua segunda palavra também; porém ela me surpreendeu, disse também estar a fim de mim.
E agora? Então nos beijamos, ela me ensinou a beijar, e deitou-se em meu ombro, ficamos por horas pela madrugada. Tinha meu trabalho a entregar, e ela sua prova, mas nada mais importava, nada que não fosse no plural, no nós.
                Outros minutos, hora – não sei ao certo, para mim pareceram dias – passou-se entre os bancos da frente de seu carro quando me deixara no alojamento e nos beijávamos.
                Passou-se a terça-feira. Amigo, lembranças, entrevista, hotel, catedral, centro cultural, casa, família...  Não a liguei no dia seguinte, porém deixei uma mensagem subliminar no recado que enviei ao grupo de teatro, avisando que me ausentaria esta semana – em resposta ao e-mail dela, que não frequentaria esta semana, pois a prova do mestrado se aproximava. À noite decidi aprender a tocar a flauta que minha avó me dera, há um ótimo professor no youtube. Também decidi retornar a São Carlos e para cá vim hoje pela manhã. Ela toca flauta.
                Hoje tive apenas uma aula, o professor faltara da segunda. Ou devo dizer ter tido duas, caso conte a aula de dança. Procurei por ela na biblioteca três vezes ao longo do dia. Na primeira ocasião, levava uma trufa de morango, que ficara em meu bolso até após o almoço, quando eu já constatara que havia derretido. A parte engraçada é ter guardado o celular no mesmo bolso.
                Na segunda tentativa eu ficaria a estudar por lá, porém meu touchpad decidiu não funcionar e retornei à biblioteca da engenharia. Na terceira tentativa, encontrei seu carro e agi rapidamente, num plano de repente, talvez genial, talvez não.
                Voltei à engenharia, liguei o computador, encaminhei para meu e-mail a partitura de uma música romântica que conheço, cuja banda por ela foi curtida no facebook. Fui ao xérox em uma das saídas do campus, imprimi, retirei o título e voltei para o alojamento.
                Lá, ainda em dúvida se eu deveria fazer o que planejava, procurei por uma fita adesiva – a essa hora a papelaria já deveria estar fechada – e, então, dentro de meu guarda-roupas, avistei aquele porta canetas e porta clipes que havia comprado e ainda não aberto, era embalado por uma folha plástica decorada e amarrada por uma fita de cetim, já com as pontas enroladas, em uma cor próxima ao rosa e ao bege.
                Enrolei as folhas da partitura no cetim e, para não ser visto com elas no campus e não amassá-las, guardei onde guardo a flauta que minha avó me dera. Atravessei o campus, temia não encontrar seu carro após ver algumas vagas livres. Então avistei, retirei as duas folhas da bainha da flauta, com certa dificuldade, pois o papel ficara preso por alguns instantes. Amarrei o cetim no limpador de parabrisas com as folhas enroladas e agora me encontro a contar essa história para jamais esquecer esses dias em que, como disse meu amigo na sorveteria, as coisas parecem ir tomando seu rumo e darem certo, complemento dizendo que são dias em que estou em diversos cenários, com diversas histórias, como  nos filmes, como enxergo a vida, que acontece como eu desejo.
                Abrir mão de uma vaga de emprego torna-se mais prazeroso que a conquistar, é sinal de maturidade, além disso, há uma chuva de oportunidades. Passear em São Paulo, entrar na Catedral – há um bom tempo não vou a uma missa – maravilhar-me com o centro cultural, as ruas do centro, as ruas do bairro, dirigir pela cidade, aulas, pesquisas, provas, apresentação teatral, dança, contar boas notícias, comer açaí, compartilhar açaí, olhar para o céu noturno sentados na grama, beijos no carro, braços, pescoço, rosto, boca, tocar pessoas, amar, fazer alguém feliz...



    Programo o blog para publicar este texto daqui há alguns dias, vou esperar o que vai acontecer antes de contar a notícia...



     Bem, hoje é 30 de novembro, volto ao texto, não o reli ainda, mas vim publicá-lo no blog...





























O maior paradoxo


Aqui, paradoxo parece não ser a palavra correta, pois, segundo a wikipédia, paradoxo “é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica”. No caso, quero apenas destacar a presença, existência e consequência de termos opostos, não os julgar em relação a serem ou deixarem de serem verdadeiros.
Por que as pessoas vão embora? Amamos as pessoas que passam por nossas vidas, porém a vida segue e deixamos de vê-las, ou, às vezes, elas nos deixam e partem para outros lugares, para outros mundos, para outras vidas. Conhecemos novas pessoas, quem também passamos a amar e de quem também um dia nos despedimos.
Amor deixa saudades e saudades nos faz sofrer, mais que rejeição, derrota, decepção, raiva ou qualquer outro sentimento infeliz que parece estar muitas vezes próximos a ele.  Amar, porém, nos faz feliz e amar é o que todos buscamos. Feliz também me vejo quando reencontro a subjetividade em oposição ou mesmo concomitante à racionalidade.
Amar é o verbo que Jesus – homem, médium, profeta ou como acreditarem – viera ressaltar como o mais importante; é o verbo que os maiores homens manifestam, é o verbo mais desejado e o verbo associado a infinitos complementos, paralelos e consequências. Apesar ou portanto, ame.

O sonho da segunda-feira e o pensamento que me envergonha


Ontem, segunda, cheguei de manhã à cidade, depois de ter ido dormir tarde, fui à aula e, ao voltar, dormi, perdendo a hora do bandejão. Durante o dia todo pensava em meu sonho, procurando nas garotas que passava qual era aquela que almoçou comigo naquele bandejão repleto e colorido de alimentos servidos por garçons de trás do balcão.
O estabelecimento estava um tanto vazio (estava perto da hora do fechamento), de modo que não pude perceber que era sonho. Depois fui a uma festa onde ela estaria, no entanto não tinha tanta intimidade com seus amigos, que tentavam nos aproximar, ou melhor, fazer com que eu me declarasse a ela. Em um momento, um deles soltou um foguete naquele cômodo após a varanda, onde a turma se reuniria e onde ficamos sentados, lado a lado, eu porém com vergonha e por julgar a pressão dos amigos um fator que deixava a situação mais ridícula que romântica. De repente encontrei um amigo, de minha cidade e perguntei quem o havia convidado (afinal não teria ele muita ligação com o pessoal daqui). Ele disse então o nome de uma amiga daqui do campus, que provavelmente ele não conheça. Eu não percebia se tratar de um sonho e, ao acordar, quis que fosse verdade e procurei a garota entre as que cruzavam meu caminho nessa segunda-feira.
    No sonho, estar com aquela garota faria-me voltar a sentir aquele sentimento de que falava na postagem anterior, já o sentia, o calor de um coração, estar apaixonado, semelhante à sensação que sinto ao estar próximo de minha amada da infância.
  Quis postar sobre meu sonho, fiquei conversando com meu colega de quarto, meu celular dormiu sobre a cama e acordou desmontado no chão, de modo que perdi a hora novamente nesta manhã. E tento correr com esta postagem, pois já é tarde e amanhã tenho uma aula importante bem cedo.
A avó de uma grande amiga de infância faleceu nesta semana. Não conversei com ela, por não saber direito o que falar, além do fato de sua avó “ter escolhido” uma data (semana santa) em que ela estivesse de folga. De fato não saberia dizer algo que lhe fizesse se sentir melhor e confortada. Aconteceu que a avó de outro colega (este, da faculdade) faleceu na mesma semana.
Terça-feira, há dias está marcada uma apresentação amanhã, no entanto, embora já tivéssemos apresentado em outros locais, o ritmo corrido não nos permitiu novos ensaios. Daria certo, provavelmente conseguiríamos, teríamos a tarde para relembrar. No entanto, eu sentia medo esta noite (não é medo a palavra certa), eu sentia certa vergonha, o grupo de teatro havia se modificado devido a entrada de novos membros, a saída de grandes pessoas e a ocupação dos demais em nossos últimos anos da graduação. Sinto falta daquele meu veterano com argumentos precisos e habilidade para liderança e improvisação.
Volta de feriado, aquele choque de que as primeiras provas se aproximam, há trabalhos, deveres em outros grupos, pensamento sobre o que farei no último ano da graduação e depois dela... Amanhã, a prioridade de amanhã era a apresentação, calma, uma coisa de cada vez. Mas você não ensaiou, calma, vai dar certo, sei o texto de cor... Então minha parceira de cena chega atrasado, sem mim ou sem ela não tem apresentação, somos os protagonistas. Porém, assim que ela entra, um pensamento medonho vem em minha cabeça, caramba, vê se isto é coisa de se pensar, mas é um pensamento, de modo que não sabemos se é um desejo para se safar de uma responsabilidade, se um espírito nos antecipando uma notícia, uma descoberta do subconsciente... Afinal, eu queria ou não queria apresentar? Queria, era apenas o medo e um pouco de vergonha de não sair perfeito, mas deveria apresentar, até vinha imaginando a reação de pessoas, amigos, que, por acaso, passariam pela praça e me viriam no palco. Seria aplaudido novamente, como das outras duas vezes? Eles entenderiam? Então ela caminha para o salão, fico feliz por vê-la, iriamos ensaiar e tal. Então ela entra no salão e minha imaginação (ou sabe-se lá o que) me diz: “se tivéssemos motivos importantes para faltar, cancelávamos esta apresentação mal ensaiada sem nos... E se um parente dela falecesse...“. Tenho vergonha deste pensamento, tenho vergonha de compartilhar que pensei nisto, ou se imaginei... Antes seja verdade que tenha sido um espírito me antecipando a notícia. Então ela entra no salão e nos diz sobre o falecimento de seu avô.
Sobre a apresentação, criamos um plano B entre todo o grupo, acho que fará o público se divertir. Bem, qualquer dia posto mais, espero ter mais sonhos bonitos para escrever, espero encontrar a garota dos sonhos, conhecer melhor os cenários, espero que aquele pensamento não tenha sido um desejo, mas uma reação involuntária de alguém preocupado com a apresentação e que durante a semana tenha lido aquelas notícias e assistido seriados com guerras ou um espírito antecipando uma notícia.
Espero que ela continue sendo aquela pessoa sempre feliz, que eu não perca a hora da aula de amanhã, espero ser perdoado caso eu precise ser perdoado por ter imaginado algo ruim, espero que sejamos felizes.

19 de outubro

19 de outubro, há vinte, vinte e um anos sinto a Terra passar por esta rotação, mas não somos mais os mesmos de 1932. Contudo o que dizem os pesquisadores daqui (da USP) quando não podem demonstrar equações aos alunos? Fé, sim, o “acredite nisso” é sinônimo científico para fé; até que, um dia entendemos os porquês. Os porquês da vida são muito mais complexos que essas outras equações; entenderei todas elas, espero que ainda em vida.


Tenho muito que fazer, muito que trazer para o mundo corpóreo, muito que aprender, que ensinar e muita saudade de quando o saber eram sonhos que você me realizava, peço que estejamos lado a lado, Feliz Aniversário vó.

Do outdoor de Ribeirão Preto e da definição de preconceito

    É possível que eu já tenha citado certa irritação em relação a comentários em portais de notícias (G1, UOL, Folha, Yahoo, etc), sobretudo por muitas vezes encontrarem espaço para criticar políticos ignorantemente de notícias políticas a notícias que absurdamente nada tenha em comum com o tema.
   Quase desistindo de ler comentários, deparei-me com a notícia sobre a proibição de um cartaz em Ribeirão Preto que citava frases da bíblia:


   Não sou evangélico, muito menos homossexual, mas gostaria de deixar uma opinião sobre essa disputa. Certo rapaz, não considero sensato divulgar o nome, escreve o seguinte comentário no Yahoo: 
“Segue a definição de homofobia segundo o Dicionário Michaelis: Preconceito contra os homossexuais. 2 Ódio aos homossexuais, muitas vezes levando à violência física.
Bem... não acho que uma propaganda religiosa, baseada em citações bíblicas seja homofóbica. É simplesmente a publicação de um ponto de vista. Aí eu pergunto: por que o mesmo juiz não considera violação de direito as ENXURRADAS de opiniões a favor do homossexualismo publicadas em diversos canais de tv, rádio, jornal revista, etc?
Ser gay é um direito. Ok! Ser religioso também é! Defender sua opinião também é um direito!”.

   Aí eu pergunto: em um mundo tão liberal, em que todos tem o direito de dizer o que querem, fazerem o que bem entendem, por que algumas ideias são vistas como “direitos” e outras ideias são vistas como preconceitos?
   Preconceito é preferir profissionalmente alguém por causa da cor ou do sexo, é a evolução do bullying, preconceito está em muitas coisas. Mas ninguém deveria ser obrigado a admirar e respeitar o que não aprova, desde um time de futebol a políticos contrários a seus ideais. Se uns tem o direito de ser homossexuais, por que outros não podem ter o direito de não dar a mínima para isso? O que dista muito de homofobia.
   Certa vez estive em uma assembleia de estudantes; em um dos tópicos, discutia-se se nota seria fator relevante para bolsas moradia, foi quando conheci essa psicologia. Crescemos com a ideia advinda do senso comum de que um aluno com boas notas, o qual terminará seu curso em quatro ou cinco anos, deveria ter mais direitos. Assim, um aluno rico com notas baixas poderia aproveitar de oito a nove anos (tempo máximo para formatura na maioria dos cursos) em farras na faculdade; enquanto que, um aluno pobre e de baixas notas teria de abandonar a farra por motivos financeiros. Portanto, uma lei que defendesse os bons alunos iria prejudicar aqueles que não são “bons alunos”, que, por serem pobres, não teriam o mesmo “direito de farra” que os ricos. Em resumo, esta regra que beneficia bons alunos, prejudica os ruins, não por serem ruins, mas por serem pobres. 
   Espero que o parágrafo acima tenha sido compreensível, pois confunde muito bem o que realmente é um direito nesse mundo de relações complexas. Retornando finalmente ao título e ao comentário no Yahoo, conclui-se que preconceito só pode ser definido quando parte de fonte claramente maliciosa, não da defesa de um ponto de vista contrário.
Imagem: Yahoo Notícias.

Resumo da ciência e tecnologia na idade média

   Encerramos a primeira parte ao falar um pouco da biblioteca de Alexandria e de alguns pensadores. Nosso foco aqui não será comparar Eleáticos, Sofistas, Escola Jônica, etc. No entanto, compõem o contexto em que a engenharia evoluiu. Continuemos com a introdução dos pós-platônicos. Pesa aqui não ter tido filosofia no ensino médio.


   Diógenes e Antístenes foram os principais representantes do cinismo e buscavam o homem bom. Os cirenaicos defendiam o hedonismo, busca desenfreada pelos prazeres, uma vertente extrema dos epicuristas, os quais buscavam o prazer na prática do bem. Os estoicos, indiferentes a circunstâncias exteriores e os céticos, suspensão dos julgamentos de valor, completam este esboço.

   A profundidade do pensamento grego exige muito tempo e muitas linhas, no entanto, deixamos uma pequena síntese dos atenienses no discurso de Péricles: democracia, todos iguais perante a lei e se interessam pelos assuntos do estado. Visto atualmente, com as rebeliões devido aos cortes em programas sociais, cortes resultantes das dívidas. Quanto à herança clássica, destacam-se: a liberdade de pensamento, a negação de dogmas e de proibições e a curiosidade pela natureza.

   Já dissemos também que os romanos eram práticos, assim utilizaram a filosofia na construção do direito e a física na formação da engenharia. Tinham eles o Fórum de Trajano, sede de órgãos políticos, feiras, mercado de escravo, casas de termas, enfim, o centro da vida política e de discussão da filosofia grega, que levou à criação do Direito Romano com seu Corpus Juris Civilis e suas regras, hoje um tanto óbvias, mas inovações a seu tempo, que leis valham independentemente de quem estivesse no poder, liberdade de pensamento, de não defender causa contra sua vontade entre outras que são melhor explicados por profissionais do ramo.

   Caído o império romano, a Europa se fragmenta em feudos e, no oriente, permite a ascensão de um povo nômade, os árabes, que se tornam um grande império, o povo mais rico da época e herdam a ciência e a cultura grega e romana.

   Acusados injustamente pela destruição da biblioteca de Alexandria, chegaram a salvar muitos livros e mantiveram as linhas de comércio romanos, através das quais permitiram a circulação da ciência.

   Apesar da fragmentação estatal na Europa, a Idade Média não foi no aspecto arquitetônico uma era das trevas, a destacarem a Basílica de Santa Sofia no império romano do oriente e as universidades católicas.

   Também negarei aqui a visão 100% temerosa em relação à igreja. De fato, a culpa sempre é dos políticos e a igreja foi corrompida pela “politicagem”. Porém seus objetivos, a priori, eram nobres. Em um mundo de camponeses analfabetos e cavaleiros perigosos, a Igreja, única instituição organizada, através de seus monges criam as universidades a serviço dos humildes para “defender-se” do autoritarismo e ensina-os a “ler nas pedras” pelas esculturas dos templos. Afinal, sem um governo, era a igreja quem fornecia os hospitais e escolas.

   À arquitetura medieval somam-se também os castelos normandos, embora incomparáveis às grandes construções da antiguidade. Se o autoritarismo crescia, a igreja criava médicos e advogados, culminando na ampliação dos mosteiros; logo, necessidade de engenheiros. Os mosteiros tornavam-se também centros de atividades agrícolas, originando cursos de fármacos e agronomia.

   Com as cruzadas, não que esteja a defendê-las, a Europa recupera parte do conhecimento da biblioteca de Alexandria e apresenta evolução em sua construção civil, como com as construções das igrejas góticas a partir do aperfeiçoamento de técnicas recuperadas com o contato árabe.

   Embora os árabes tenham desenvolvido o pêndulo, os europeus criaram o relógio. Embora os chineses descobrissem a pólvora, os europeus construíam os canhões. E isso resume mais uma vez essa visão prática da ciência.

   Quanto às faculdades, na falta de livros, eletricidade, etc. Os professores eram cercados por alunos em auditórios, onde respondiam perguntas e ensinavam o Trivium, o Quadrivium, os direitos germânicos, canônicos e romano, a medicina árabe, judia, a teologia e artes técnicas (“engenharia”).

   Entre os pensadores, destacam-se Roger Bacon, Guilherme de Ockham e os santos Agostinho, Tomás de Aquino e Alberto Magno.

Continua...

Imagens: “A era de Péricles”, Phillipp von Foltz, 1853, historianet.com.br; Fórum de Trajano, wikipedia; Basílica de Santa Sofia, Wikipedia; De Architectura, wikipedia;

Dia especial destas férias, desta vida.


   São 1h31min da madrugada de quarta para quinta-feira e estou finailzando a gravação de alguns vídeos através do Camtasia para uma apresentação amanhã (sim, quase de última hora).
   Acordei várias vezes, provavelmente devido à ansiedade em não perder a hora em que havíamos combinado de jogar bola no parque, pelas 9h30min, no que lá soube ser o Dia do Amigo.
    De verdade, meu amigo e seu irmão atrasaram devido a outro compromisso, então caminhei pelo parque, tomei um suco, fui à rodoviária (o compromisso é em outra cidade). Jogamos até cansarem as pernas e avermelharmos um pouco o rosto sob o sol.
   Voltei para casa, ele também estava de carro. Encontrar-nos-íamos mais tarde para assistirmos ao último filme de Harry Potter, após dez anos, nossa adolecência. Agora já vamos de carro ao shopping - outrora íamos a pé, ou esperávamos nossos pais na fonte d'água. 
   Dez anos e o amor de todos os nerds benevolentes à Hermione, a princesa dos mundos fantásticos que sonhamos que exista, dos contos de fada aos blogs. Então este adeus, adeus à adolescência? Adeus aos sonhos? Adeus à possibilidade de um amor em mundo mítico? Não sei dizer. Uma despedida que queima.
   Lamento não ter chorado com o filme, um outro casal em meu outro lado não parava de falar e de explicarem-se o filme, retirando minha atenção e fazendo-me lembrar de que estava em uma sala de cinema, não sobre as nuvens de Hogwarts a visualizar a batalha.
   Eu, meu amigo e sua namorada concordávamos com algo, os últimos três anos foram meses ou dias e lamentamos a passagem do tempo, o fato de termos tantas ocupações, porém menos lembranças.
   E o sexo, o desejo da carne a corromper a palavra "fantasia". Há alguns dias soube de alguém que disse me amar, em aceitando, seria um relacionamento por convenção? Por ter desejo de estar com alguém, sem uma história magnífica, sem dragões e varinhas? Amor não é tão simples assim.
  Corri com o carro hoje à noite, não acima dos limites, porém um tanto tenso; guiei bem ainda assim. O estacionamento um tanto vazio, as ruas velozes.
   Correr... Digo graças a Deus por estar longe dos perigos. Apaixonou-se por uma atriz? Perguntará você. Não a conheço, responderei. Amei porém uma personagem e hoje, no último capítulo, lembrei-me disso.
   Dissera que acordara várias vezes. Porém ainda não disse o que me fizera levantar definitivamente da cama. Minha mãe bate à porta, recebera uma ligação e eu teria de comparecer em um centro pela tarde para um tratamento espiritual.
   A magia não termina, apenas descobrimos que é explicada por leis de outra física, de matérias de outra matéria, outros átomos.
   E à tarde, ao voltarmos para casa, tomamos café, passei margarina no pão - nem para isso estava tendo tempo - cortei o pão em quatro pedaços, como fazia na infância e também com minha avó, molhei o pão no café e saboreei.
   Adeus Hermione. Perguntamos agora o que no mundo nos espera. Hoje foi um dia especial, acordei com felicidades e esperanças da antiga e da nova vida.

Imagens: Good Bye Hermione, opugnobr7.blogspot.com; Rony e Hermione; harrymaniacosbr.blogspot.com; run_by_Sleep_Away, DeviantArt; dragon_magic_by_sakimichan-d413ycj, DeviantArt

Férias [2]

   Compartilharei duas ideias para nossa peça de teatro no segundo semestre, pode ser que eu poste; certamente tentarei gravar e disponibilizar.
    Possuo também dois livros e pretendia ler ainda um terceiro e um quarto, leio poucas obras não acadêmicas. A apresentação para a empresa, a apresentação em uma escola infantil, trocar o óleo do carro, trocar de carro, cortar o cabelo, assistir ao final de Harry Potter, aprender um pouco mais sobre fundos de investimento, arrumar a casa...
    
   Já devo ter comentado que voltei ao teatro, entre alguns motivos, como uma válvula de escape. Há pessoas que não suportam os fardos em suas costas, muitas não os suportam.
   Alguns fumam, bebem, fecham-se na religão ou compartilham de duas das três expressões mais lastimáveis que ouvi nos últimos tempos: "Seja um Idiota" ou "Ligue o Foda-se e Seja Feliz" (a outra é "ter a consciência que o pobre tem seu lugar", mas não tratemos dela agora). Uns enlouquecem de decepção com o mundo, outros enfrentam.
  Embora curioso, demorei certo tempo para conseguir entrar em um terreiro Umbanda - reformas, feriados.  Tenho agora vergonha, que bom, não me vejo com problemas, assuntos humanos... tão simples, não sei se é certo dar trabalho aos mortos que não seja por emergências ou inspirações, comentei algo em uma postagem anterior.
   Absolutamente nada contra evangélicos, mas é como se compartilhassem nosso mesmo espaço vivendo em outro mundo. Salvam vidas através de crença que não compartilho. E os humildes esquecidos. Não os cobro, não cobro ninguém que não possa entender ou que não possa fazer.

   Descobri na TV que o tédio vai até os 18 anos em mulheres e pode ir até os 21 em homens. Televisão não é confiável, segundo o Fantástico de ontem, Faroeste Caboclo tem quase o dobro do tempo. Tédio e TV, péssimas companhias em férias, evite-as.
   Tour de France é legal,

   E um cenário candidato a nosso Work And Travel em alguns meses.

Imagens: enchanted forest by Lunox-Baik, Deviantart

Onde se encontram milagres


O céu amanheceu branco na fria cidade de São Carlos do Pinhal, o ar porém me era transparente e rosa das gotículas de água congelada e das flores que choviam dos ipês. Quinto dia de Julho do ano de 2011.
Antes, todavia, que analisasse a cor do céu, levantei-me de minha cama no alojamento da universidade, sozinho no quarto. Não tão sozinho na cidade pois alguns amigos também fazem iniciação científica nesta primeira semana de férias.
Ontem à noite fomos ao coral em um anfiteatro da Embrapa, onde conhecemos o Cancioneiro de Uppsala, músicas gregorianas, músicas de Caymmi e Nascimento. Ao tomar banho naquela noite me vi a cantar minha versão rep-tenor de Jesus Cristo de Roberto Carlos, Sentinela de Nascimento, Pelos Prados e Campinas, Legião e outras mais.
Sob o chuveiro então, lembrei-me do sonho de Valéria após pedir inspiração, uma luz a Deus por não se sentir útil; em uma sacada, quem sabe um mirante, um horizonte, um horizonte infindo, lindo e uma melodia. O namorado de sua filha aproxima-se feito um anjo de Brad Silberling, ela diz: “Há muito tempo, do lugar de onde venho, havia um cantor com uma música que me lembra muito essa”; o anjo então sorri como quem diz “é esta” e então eles ouvem: “Jesus Cristo, Jesus Cristo, Jesus Cristo eu Estou Aqui”. Valéria conclui, ele é a luz.
E tenho de viajar mais alguns anos, para algo próximo a mil novecentos e noventa e dois, em uma rua deserta em um matagal antes do nascimento do Jardim Califórnia em Ribeirão Preto, SP, região inóspita onde um casal chorava e tentava correr para que chegassem a tempo ao primeiro dia do novo emprego; a estrada era deserta e carregavam pesos, porém pediram uma luz a Deus e Ele os enviou um anjo, como de lugar algum, parou seu carro e ofereceu carona.
Ao acordar hoje de manhã me viera essa história real e como que em um sonho, quando não nos lembramos de como ou quando começamos a pensar naquilo, imaginei um outro casal e eu a parar o carro, vinte anos depois, o filho do primeiro casal. Perguntava-me o que poderia dizer, talvez não dizer nada e me passar por um anjo. “Obrigado, tome”, “Senhor, de onde venho esses papéis de nada valem”.
Escovei os dentes vendo esse episódio, tomei leite e então vi o branco céu pelas sete horas e uns quarenta e tantos minutos. Cruzei a praça, o sebo fechado, encontrei duas livrarias que não me conseguiram ajudar, bancas, mercadão, já havia percorrido as bibliotecas da universidade, mesmo no instituto de pesquisa em um casarão antigo. Na cidade com a maior concentração de doutores em ciências exatas, não conseguiria eu um livro para meu relatório?
Pensei em voltar para casa, em minha cidade lá há livrarias maiores nos shoppings, mas preciso voltar para cá em apresentações. E se ligasse ao Sillicon Valley? Internet não é bem vista em referências, além disso, estou sem acesso à rede entre às 18h e as 8h.
Avisto a catedral ao voltar, do outro lado da rua uma casa umbanda. Pensei: “só me falta entrar ali. Meu Deus, me ajuda. Mas, como é mesmo o nome dele? Tião dos Canaviais”, com quem tive  o primeiro contato em um terreiro, após muitas idas sem que ocorresse reunião.
Concomitantemente, belo advérbio, olho para minha direita, para cima, vejo livros em prateleira por de trás de um vidro, viro o quarteirão, entro. “Onde consigo livros sobre a história da computação?”. E a senhora me responde “terceiro andar”.
Subo, percorro quase todas as prateleiras, pergunto. “Só temos alguns ali naquele canto, mas são bem antigos, não deve ter o que você precisa”. Na última coluna, da última prateleira, após abrir todos os livros da coluna, encontro exatamente o que preciso. Obrigado.
Por que é tão difícil acreditar em milagres? Eu creio.

Sobre a Amazônia, sobre promessas e sobre interpretações

Nova postagem do Escritor da Madrugada, Ode:

Ode

Há um milagre acontecendo ali
Desses que nós chamamos por “da vida”
Dum’milde inseto dentro da Amazônia
Tão dentro que não há ninguém para ver

Enquanto o bicho homem “só” trabalha
Trancafiado neste mundo urbano.
Mas, se ele estivesse na Amazônia,
Quem veria os milagres das ruas?

Há algo que enxerga as minúcias
E castelos: Ele se chama Deus
E é fonte de todas as ideias

Pensar é ler sua sabedoria
Amazônia: cópia* em sua beleza
Há um milagre acontecendo aqui
(e aí)

*Segundo o espiritismo, a Terra seria uma cópia de um mundo superior. Assim, a Amazônia é um pedaço dessa cópia, por isso a preposição "em".

=* =*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*=*

   Ontem à noite, escrevi algumas considerações:

   Não prometo para Deus, por me parecer chantagem.
   Mas tento dar o máximo de mim para ser bom (nas duas interpretações notadas pela posição em que respiras)

   Não prometo para mim, pois geralmente não cumpro.
   Mas, nas melhores vezes que isso acontece, encontramos novas ideias para vencer o desafio.
  
   Contudo, todas as vezes que prometer a alguém, cumpra!
   (se estiver no direito de ambos)

                 - Há algum tempo reparo que costumo antecipar os complementos e adjuntos nas frases. 
Já percebo alguns motivos.

   Que tal doarmos sangue? Há vítimas das enchentes em toda região SE.

Iluminado.

   Bonita noite, esta. Antes de dormir - e já vim tarde para a cama - ainda (não vou dizer "ainda") escrevi no celular algumas considerações a respeito das possibilidades e consequências de interpretações distintas (leia abaixo). Tomei água, escrevi no caderno um poema, quiçá servira de reza, pois gostei do poema e também me sinto iluminado por ter construído um algorítimo computacional e continuar a escrever, agora, este texto. Boa noite.


   Interpretação é algo complexo, uma música, por exemplo, pode ser interpretada de diversos modos quando a ouvimos sem conhecer o contexto e a intenção do compositor. Tome "Say My Name", por exemplo, a cantora poderia estar falando com algum amigo, mais velho que ela, que tenha perdido a memória ou com um ex-namorado que não queira mais dela saber. Por confusão de interpretação ou falta de coesão (é esta a palavra usada quando um texto é passível de mais de uma interpretação?), algumas das teorias podem estar mal explicadas. Essas falhas ocorrem apenas em hipóteses filosóficas ou também cabem a leis científicas ou religiosas?


Imagem: Pôr do Sol na Amazônia Equatoriana, consciencia.net

Os maiores engenheiros da história

A reconstrução 3D baseado em um estudo de 2006
   Pouco encontramos na internet sobre Sóstrato de Cnido, engenheiro  responsável pelo Farol de Alexandria, construído entre  280 e 247 a.C (wikipedia em inglês) e desapareceu em 1480 após vários terremotos " quando o então sultão do Egito, Qaitbay , construiu uma fortaleza medieval na antiga localização do edifício, usando algumas das pedras caídas" (tradução da wikipédia em inglês)

   Mas, falaremos nesta postagem de outra maravilha do mundo, a mais famosa e misteriosa delas, as Pirâmides do Egito.
   Assistia a um documentário do History Channel, um episódio da série "Alienígenas do Passado", após ter assistido ontem a considerações sobre a pirâmide mexicana e as caveiras de cristal.
    Hoje, as reportagens pareceram fazer mais sentido a partir das questões abaixo. Então, posto aqui um pouco da teoria dita no programa.

   1. Como há tanto granito na Grande Pirâmide se não havia granito nesta região? Tranportando de outros lugares pedras absurdamente pesadas para guindastes modernos, o que nos leva à segunda questão:
   2. A quais ferramentas os egípcios tinham acesso? O historiador disse que não conheciam sequer a roda ou a polia (bem, em uma rápida procurada na internet, vemos que a roda já havia sido inventada na mesopotâmia; mas, enfim quem aí levanta um carro com rodas e cordas? E um trator? E uma pedra como aquelas?). Além do transporte de pedras, outro fato chamou-me a atenção:
Charles Piazzi Smyth
   3. Como os egípcios conseguiam tamanha precisão? Encontrou-se tumbas com precisão de DOIS MILÉSIMOS DE POLEGADA, que impressionou o arqueólogo Flinders Petrie (e assusta a nós, engenheiros) e chegamos à conclusão do grande astrônomo escocês Charles Piazzi Smyth (figura 2): Deus foi o arquiteto da Grande Pirâmide!
   O programa do History Channel, entretanto, chama-se "Alienígenas do Passado" e traz outros arquitetos: alienígenas e apresenta uma outra interpretação da bíblia.
   Muitos dizem que as pirâmides foram criadas para esconder túmulos, mas, rebate um dos historiadores, quem esconde algo em um monumento visto a quilômetros? As pirâmides foram construídas para serem vistas e a conclusão do programa é que elas poderiam ter sido Usinas de Energia.
    Se observarmos as galerias, é aceitável que as pirâmides fossem usinas de hidrogênio ou de radiação? Tal energia poderia ser transmitida pelos obeliscos (bem, hoje a ciência descobre - ou redescobre - a transmissão de energia elétrica sem fios)? Essa energia poderia ser gerada por um reator em uma possível Máquina de Maná que proporcionou a reprodução de algas que serviram de alimento aos hebreus que viveram no deserto após a fuga do Egito (Êxodo)?
   A bíblia faria mais sentido se trocássemos Deus e os anjos por seres extraterrestres? Através desses seres, os egípcios teriam um conhecimento de engenharia comparável ao atual? O documentário faria mais sentido se trocássemos "alienígenas" por espíritos?
   Assista à reportagem e tire suas conclusões ou teorias a respeito desse mistério:



   Acredito que o documentário também viaje um pouco naquilo que os historiadores entrevistados querem acreditar, em tudo que vêm querem enfiar ETs; tomo como absurada a ideia da lua ser uma nave espacial, por exemplo.

Imagens: Pharos2006 e Piazzismyth, wikipédia em inglês.

A evolução religiosa, Parte I

   De um povo tão pequeno, as maiores religiões do mundo...

   Ontem à noite li quase toda a introdução de uma bíblia guardada no armário de meu quarto. Então passei a compreender um pouco mais sobre muitos temas e nomes. Por exemplo nomes de grupos de pessoas que, até então, parecia-me apenas grupos que viviam na época de Jesus e não imaginava suas diferenças, citemos estes três que descobri ontem:

Samaritanos: sua origem está escrita no segundo livro de reis, trata-se, pelo que entendi, de um grupo de pessoas que, com a invasão assíria à região da palestina, seu rei realizou uma "Conferência de Berlim da Antiguidade", foram trazidas de vários cantos e colocadas no lugar dos israelitas. Assim, viviam em meio aos judeus, mas não eram nem completamente judeus, nem completamente das religiões de suas origens.

Filisteus: um "Povo do Mar" que vivia em pé de guerra com os Hebreus, conforme li, superficialmente, no livro de Samuel.

Fariseus: eram/são os judeus mais radicais, que seguem à risca a lei. Foi então que tive certeza de como o "Deuteronômio", quinto livro da bíblia, foi/é importante aos judeus, cristão e a muitas outras religiões.


   Seguindo a ordem dos livros, a bíblia é a história do povo hebreu contada em um ponto de vista religioso, funciona mais ou menos assim:

   Pentateuco: Cinco primeiros livros, a "Origem do Universo", a qual deve ter um sentido figurado que, se eu descobrir, posto depois; a história de Moisés, a fuga do Egito e o que se seguiu entre a origem e os "Livros Históricos". No pentateuco, também encontramos a Lei de Deus em "Deuteronômio" e censos, que também estão presentes em outros locais da bíblia.
   Livros Históricos: conta da instalação do israelistas na terra de Canaã, a admnistração pelos Juízes e então chegamos ao livro de Samuel. É como que, até esse ponto, o rei dos israelitas fosse Deus e então decidiram passar o poder a homens, como em outras nações, assim temos os livros de Reis (Saul, Davi, Salomão e os reis de Israel até o início do exílio na Babilônia). Notei, como preconizado na introdução, que as ações dos reis são descritas em termos de agradar ou não a Deus e à sua Lei. Claro que há, no meio disso tudo, livros e histórias milagrosas, as quais ainda não li e não sou apto a julgar. Em Esdras e Neemias, novamente temos censos e mais histórias desses tempos. Também quero destacar a importância do Templo àquele povo.
   Livros Sapienciais: são menos históricos e mais complexos, a sabedoria de Israel, o pessimismo em Eclesiastes, outras "leis" e explicações sobre diversos temas, há ali filosofias e julgamentos de como se deve viver, diferenças entre ímpios e bons.
   Livros Proféticos: Aqui então chamo a atenção para o título da postagem. Não sou teólogo, nem li muita coisa da bíblia (esta postagem se trata, repito, de minhas impressões a partir da introdução de uma bíblia e de uma dúvida ou outra tirada dentro dos livros ou na internet). Mas, se os judeus estavam vivendo em exílio, com saudades de suas terras, não é difícil pensar, a princípio, que o que os profetas escrevem são textos para dar esperança ao povo de que um dia um salvador viria ou que um dia Israel teria paz. Ressalto que nem todos os profetas viveram no tempo do cativeiro. Então como diferenciar profecias de alucinações ou de textos escritos para dar esperança ao povo?
   Evangelhos: Então aparece um tal de Jesus, cuja vida, contada por seus dicípulos Levi (ou Mateus, cujo livro não foi conservado, mas rapidamente traduzido para o Grego, podendo ter influências do livro de Marcos) e João (livro mais emocional, não por isso menos histórico), por Marcos (discípulo de Pedro) e por Lucas (companheiro de Paulo).
   Epístolas: Vidas, obras e ensinamentos de Jesus, Paulo e seus discípulos estão escritos em cartas de Paulo, Tiago (irmão do Senhor), João, Silvano e outros discípulos de Pedro e colegas de Paulo.
   Apocalípse: O Livro da Revelação.

   Temos, portanto, na Bíblia, como nasce e se desenvolve o judaísmo e, em seguida, o cristianismo, que vejo como uma prova do primeiro, consequentemente, a continuação dessa evolução religiosa. Para as próximas postagens, quero analisar a vinda do Islamismo, sua validade como religião, dada as influências políticas por trás dele e a chegada do Espiritismo e como a bíblia continua fazendo sentido, destacando, de fato, a palavra "evolução".

Imagem: verdadeumfato.blogspot.com

Dúvidas sobre o Natal

   Galera sempre quis saber de organizar as coisas, estou falando sobre por data para tudo, determinar, separar os fatos e enxergar apenas uma coisa de cada vez. Aqui temos um link da igreja luterana explicando um pouco porque o natal é no dia 25 de dezembro.
   Para começar, eu não concordo com essa história de Verão. Ninguém ainda conseguiu me explicar por que o início do verão é no dia 21 de dezembro e não o meio dele, já que hoje é o solstício; a partir de amanhã, a tendência é diminuir o tamanho dos dias (= começar a esfriar?). Daí todo ano a mídia diz "Nossa, está tão quente e ainda não chegou o verão" (tudo bem, eles não dizem o "nossa").
   E comecei a me perguntar sobre Jesus. Ora, se Maria era virgem (supomos que partenogênese seja possível) então Jesus deveria ser haploide. Mas todos os homens precisam de cromossomo X; assim, só faria sentido Jesus ter sido mulher, a menos que Maria tivesse o cromossomo Y. Ou comecemos a falar de materialização, do que ainda não entendo, mas voltarei ao assunto quando compreender.
   Gostaria de compreender também sobre isso, cromossomos de matéria escura? Células... O que afinal de contas são essas WIMPs? Mas há quem diga que matéria e energia escuras ainda não são o fluido cósmico universal da doutrina espírita. Ou seja, além da matéria que compartilha nosso espaço sem que possamos notar (a menos de interações gravitacionais), ainda há a "matéria" que vive à nossa volta sem que possamos (ou quase) ter contato. E Jesus devia conhecer sobre todas.
   Se Maria não era virgem, então Jesus possuia um corpo como o nosso. E o que nos diferenciava? Ele conhecia sobre a Lei Natural e sobre tudo desse mundo; assim podia manusear energia e matéria; vindo ao mundo para trazer um pouco dessa sabedoria e ensinar o amor.
   Moisés, Salomão, Jesus... Vem o judaísmo, o cristianismo, o espiritismo, parece uma sequência, uma evolução até chegarmos (e parece que vai demorar ainda) perto da verdade.
   Natal, um dia para comemorar seu nascimento, independentemente se coincide com seu aniversário.

Quando seu Pai é seu professor

  "Ainda que a prova seja difícil, ele não poderá lhe passar cola. Da mesma forma, se estamos nessa vida em provação, devemos descobrir por nós mesmos"

   Gostaria de transcrever uma conversa que tive em um chat de certa doutrina, no entanto ele vai apagando suas mensagens com o tempo

   Fluido Cósmico Universal e matéria escura... Materializações de que não mais ouvimos falar. Quais as atuais manifestações? Porém alguns inventam mentiras e mancham teorias (vulgo, falsos profetas). Muitas perguntas e livros repletos de respostas, teorias... Provas, e as provas? Fé basta como argumento para a crença?
   Faz sentido, e muito sentido. Mas ainda estamos no início do livro. Você acha que testemunhará o apocalipse? E descobrirá verdades? É ansioso o suficiente para desacreditar que ainda é apenas mais uma passagem? Calma.

   Às vezes tenho medo do Felizes para Sempre, pois para sempre é muito tempo, não por ser feliz, mas muito tempo para ser monótono. Calma.
"shark: e nossa felicidade ñ é uma felicidade estática!"

   E o amor, amarmos a todos no nível máximo? Vou perdendo o medo de me aprofundar nesses temas. No entanto, vamos estudar mais um pouco para a discussão fazer sentido.

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